É neste sentido que a aprendizagem tem que evoluir

Leonor Martins
10 de Outubro 2019 | 11:09
É neste sentido que a aprendizagem tem que evoluir

São incontornáveis os desafios que, actualmente, as empresas enfrentam: um mundo em transformação exige, cada vez mais, profissionais não só capazes de superar os crescentes desafios induzidos pela digitalização, mas dotados de competências que nenhuma tecnologia pode substituir.

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Por Cátia Silva, head of Open Courses Business Development e Multimodal Learning & Development Advisor na Cegoc

 

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Neste contexto, os responsáveis de Learning & Development (L&D) sofrem diversas pressões e são desafiados a desenvolver processos de aprendizagem inovadores, num momento em que os padrões de aprendizagem estão em profunda mudança: cada vez mais os profissionais, nomeadamente os millennials, valorizam e apostam no desenvolvimento das suas competências, tendo especial apetência por soluções que proporcionem uma experiência diferente, flexível, desafiante, personalizada, com retorno visível e imediato, que integrem componentes digitais e, não menos importante, possibilitem o contacto com especialistas, mentores e/ou coaches.

Nos últimos anos, temos vindo a assistir ao desenvolvimento de diversos dispositivos digitais de aprendizagem que facilitam e ampliam as possibilidades de interacção e diversificam as actividades pedagógicas – utilização de smartphone, actividades digitais a montante e jusante da formação presencial, possibilidade de interagir numa comunidade digital ou de realizar sessões de e-coaching.

Todavia, responder aos actuais desafios requer passar de uma engenharia pedagógica que integra o Digital Learning para uma engenharia da experiência: considerar a experiência do participante como um eixo fundamental para promover o seu compromisso com a aprendizagem.

Assim, as soluções de aprendizagem devem focar-se na melhoria efectiva da performance em contexto de trabalho e integrar diversas soluções de Digital Learning, num percurso que, além de contribuir para a melhoria significativa dos resultados das equipas e empresas, proporciona também, a cada participante, uma experiência de aprendizagem diferenciada.

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Responder a este desafio requer a construção de percursos de aprendizagem que integrem e conjuguem as melhores práticas da engenharia pedagógica com a da experiência:

– para facilitar a integração e ancoragem de novos comportamentos e práticas, estes percursos devem ser distribuídos ao longo do tempo;

– para provocar a melhoria efectiva da performance em contexto de trabalho, devem conjugar diversas ferramentas e activos digitais e modalidades de aprendizagem – vídeos, módulos interativos, desafios de implementação “On-the-Job”, sessões de treino F2F, etc;

– para garantir o acompanhamento e suporte de todos os participantes, devem envolver as chefias directas e prever, ao longo do percurso, sessões de e-coaching e a possibilidade de interação com especialistas;

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– para responder às necessidades e objectivos de cada participante e assim contribuir para um maior envolvimento e para uma melhoria efetiva da performance, estes percursos devem ainda ser personalizáveis.

 

Em suma, para responder aos desafios que actualmente as empresas enfrentam, as soluções de L&D devem conjugar a engenharia pedagógica com a da experiência, integrando o Digital Learning e fazendo uso das suas potencialidades: soluções que contribuam significativamente para a retenção e desenvolvimento de talentos, aumentem a competitividade das empresas e provoquem mudanças significativas e visíveis na performance individual de cada colaborador, permitindo uma avaliação do retorno do investimento.

 

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