Equipas de elevada performance: um diferencial competitivo!

Por António Saraiva, Business Development manager_ISQ Academy

No desporto é muito comum falarmos e estudarmos o conceito de equipas de elevada performance. Contudo, não está confinado à actividade desportiva e, antes pelo contrário, é um conceito altamente trabalhado em diversos contextos organizacionais. Por definição, podemos considerar grupos de profissionais que trabalham de forma colaborativa, com forte alinhamento em torno de objectivos comuns, elevada competência técnica e interpessoal, e capacidade de gerar resultados superiores à média.

Ao analisarmos alguns estudos recentes, são equipas que demonstram alto grau de compromisso com a missão e visão da organização, há uma forte complementaridade de competências entre os membros dessas equipas, é promovida uma comunicaçãp aberta e eficaz, mas com espaço a divergências construtivas, existe uma liderança facilitadora, que se preocupa em promover a autonomia e a motivação e geram um ambiente propício à inovação, utilizando diversas metodologias.

As equipas de elevada performance são vistas, no fundo, como diferenciais competitivos, já que contribuem para uma maior agilidade na tomada de decisões, com foco numa melhoria contínua de processos, na retenção do conhecimento organizacional e na aposta em maior satisfação e comprometimento dos colaboradores. Nos estudos, em casos organizacionais concretos, caraterísticas como flexibilidade, produtividade e liderança partilhada são altamente destacadas, a que se juntam, também, o referido envolvimento das pessoas e a melhoria dos resultados.

Clareza sobre as metas e o propósito organizacional, clima de confiança e de abertura, e uma positiva gestão de conflitos, bem como um ambiente que estimule a inovação e a aprendizagem contínua, tendem a consolidar pilares essenciais como maior alinhamento na prossecução de objectivos, interacções com qualidade e a capacidade de se auto-renovarem perante os desafios com que se confrontam.

Construir equipas de elevada performance é, pois, um processo estratégico, envolvendo sempre factores humanos, organizacionais e, logicamente, culturais. Perfis complementares, alinhamento ao nível dos valores e diversidade, pode ser um primeiro passo para o sucesso da constituição destas equipas. Uma liderança inspiradora é também fundamental, que comunique uma visão clara e objectivos bem definidos e seja capaz de ouvir e compreender os indivíduos, bem como lhes fornecer não só autonomia, mas responsabilidade.

O alinhamento com a missão e a transparência, em particular na divulgação das expectativas, são também fundamentais, bem como a promoção de uma melhoria constante, baseada num feedback contínuo. Mas acima de tudo a promoção de uma cultura de confiança e colaboração, que passa necessariamente por as pessoas sentirem segurança psicológica, reconhecimento mútuo e sempre com um diálogo aberto e construtivo.

Investimento claro em formação e em coaching, planos de carreira transparentes e promoção de oportunidades de melhoria e desenvolvimento, são fundamentais para a obtenção de resultados mais ambiciosos. Mas uma equipa de elevada performance sabe que é com base na medição dos indicadores claros traçados, na avaliação da eficiência dos processos, num clima positivo e, sempre que necessário, ajustar as estratégias ao contexto e aos desafios, que verdadeiramente atingirá resultados de nível elevado.

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