Faltam-nos referências

Opinião de Ricardo Florêncio

Director da Revista HR Portugal

Editorial publicado na edição de Julho 2011 da revista HR Portugal

Hoje em dia, faltam-nos referências. Ou pelo menos, temos poucas referências

Não sei qual o motivo desta falha. Pode-se dizer que é um pequeno País. Mas não é razão suficiente para a tão grande escassez de referências.

E precisamos dessas referências a diversos níveis.

Desde os nossos primeiros tempos de lembrança, ao período de estudante, da adolescência ao ao adulto, passando pela puberdade, ao primeiro emprego, nos empregos seguintes… sempre.

As referências são os nossos faróis. São os nossos guias. São aqueles que queremos, talvez não copiar, mas ver como exemplos a seguir no nosso caminho.

E eu lembro-me dessas referências a muitos níveis: no campo político, nos grandes estadistas, nos empresários, nas empresas, nos grupos económicos, no desporto, na cultura, pessoas singulares que se destacavam, únicas…

Hoje em dia, e falando com as gerações mais novas, penso não haver estas referências. Existem algumas… mas poucas.

E talvez mais associadas aos seus sucessos profissionais do que a princípios, a valores. E apesar de tudo, não desdenhemos uns em detrimentos de outros, pois ambos são importantes.

Poderá haver muitos motivos para esta perca de referências, mas olhando para o futuro, espero que nesta geração possam voltar a aparecer algumas referências que tanta falta nos fazem… A nós próprios e às gerações vindouras.

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