Fidelidade: As pessoas sempre primeiro

Para o Grupo Fidelidade o bem-estar das pessoas é uma prioridade assumida a vários níveis e não apenas nos Recursos Humanos.

 

Não sendo uma preocupação nova, no início de 2020 o Grupo Fidelidade decidiu que era o momento de repensar a sua abordagem ao bem-estar pelo que criou uma equipa multidisciplinar dedicada apenas ao Wellbeing para definir o âmbito e os pilares, rever o impacto das muitas iniciativas que tem e para estruturar um programa de bem-estar completo e transversal a todo o grupo. Apesar do bem-estar sempre ter sido uma preocupação da Fidelidade, a pandemia e a necessidade de colocar as suas pessoas em casa trouxe novos desafios, o que apenas reforçou a importância da organização ter uma abordagem mais estruturada e estratégica.

Rafaela de Melo, Initiative Champion do Projecto Wellbeing do Grupo Fidelidade, avança que o objectivo primordial será que cada colaborador, mais do que saber, sinta que a organização se preocupa genuinamente com o seu bem-estar. «Queremos começar a actuar de forma mais preventiva e pró-activa junto de cada colaborador, colocando à sua disposição um conjunto de iniciativas e serviços que contribuam para o seu bem-estar global, que promovam o equilíbrio entre o tempo pessoal e o tempo laboral e que facilitem mudanças saudáveis de comportamentos dentro e fora do trabalho, respeitando naturalmente os limites que cada colaborador estabelecer para si». De acordo com Rafaela de Melo, a Fidelidade tem a vantagem de, dentro do mesmo grupo, ter uma seguradora de saúde e uma empresa de segurança e saúde no trabalho, pelo que o bem-estar, a saúde e a saúde no trabalho são tratados de forma distinta, mas sempre cientes de que um leva ao outro e vice-versa. «Acreditamos, sobretudo, que as linhas que separam temas como o bem-estar, a saúde, a saúde no trabalho, a motivação e até o nível de compromisso com a organizações são muito ténues e todas se interligam», sublinha, «no âmbito do Projecto Wellbeing que estamos a desenvolver, uma vez que o bem-estar é o “chapéu” maior, a saúde é um dos quatro pilares do programa (juntamente com o pilar corporate, o pilar lifestyle e o pilar financial)».

Para o Grupo Fidelidade são três os desafios emergentes: a importância da flexibilidade no trabalho, nomeadamente através de modelos híbridos, o equilíbrio entre a esfera pessoal e a esfera profissional e a heterogeneidade que está a alcançar no seu grupo de colaboradores (idade, fase da vida, anos de casa, …) que acaba por divergir muito nas expectativas quanto ao que é o bem-estar individual, relativamente ao pacote de benefícios ou sobre o papel da empresa nas suas vidas e a relação de compromisso que têm com a organização. «Historicamente, a Fidelidade esteve sempre muito atenta às necessidades dos seus colaboradores no que diz respeito ao bem-estar, mas tal como a nossa abordagem ao bem-estar está a evoluir, as expectativas e os desafios que as nossas pessoas nos colocam também estão.

 

Antes e depois da COVID-19
Antes da pandemia o Grupo Fidelidade tinha definido um mote para o bem-estar: «Para que as nossas pessoas se sintam bem no trabalho, em casa e na comunidade». Mas, com a pandemia, o Grupo viu-se obrigado a olhar para tudo de uma nova maneira e por isso mesmo o mote com que avança agora é ligeiramente diferente: “Para que as nossas pessoas se sintam bem com o trabalho, em casa e na comunidade”. «Estarmos quase todos à distância e apenas visíveis através das videochamadas, isso veio aumentar a preocupação com o outro, pois torna-se mais difícil perceber como a pessoa do outro lado está verdadeiramente», reforça Rafaela de Melo, «o que temos vindo a fazer é ampliar os programas, as iniciativas e a forma como comunicamos, de modo a chegarmos o mais longe possível, para que todos se sintam apoiados na medida em que precisam».

Se olharmos para o último ano, verificamos a existência de dois programas no Grupo Fidelidade, nos quais tem sido feita uma grande aposta e que podem influenciar o bem-estar dos colaboradores da organização que decidam utilizá-los. O primeiro é ao nível da saúde física e dos hábitos saudáveis. «No final de 2020 lançámos a app Multicare Vitality à qual os nossos colaboradores têm acesso através do seguro de saúde que a empresa oferece», esclarece a responsável, «nesta aplicação móvel, os utilizadores acedem a um diagnóstico das suas rotinas e dados médicos e são desafiados a cumprir metas semanais de exercício físico que geram recompensas». A par desta app existe um programa complementar com embaixadores digitais, marcando presença em eventos de bem-estar físico, dinamizando treinos online e associando ao exercício físico campanhas solidárias. O segundo programa que Rafaela de Melo realça é o Programa NOS, um programa de apoio social, psicológico, jurídico e financeiro para colaboradores, que reforçou o seu serviço de proximidade e cujo valor das consultas de aconselhamento e apoio psicológico estão a ser assumidos pela Fidelidade desde o início da pandemia e até ao final do ano. «Não sendo um programa, mas sim um canal, em Março deste ano lançámos um novo espaço, no nosso Portal de Notícias interno, exclusivamente dedicado ao bem-estar», revela, «neste espaço reunimos todas as informações que podem facilitar a gestão do bem-estar de cada um: contactos úteis, como proceder em caso suspeito ou positivo à COVID-19, acesso directo ao avaliador de sintomas online, ao portal da medicina do trabalho e às nossas plataformas de aprendizagem, o último episódio do podcast da Multicare “Por Falar Nisso” e conteúdos escritos assentes nos quatro pilares do Wellbeing na Fidelidade». Para o regresso após este período de Verão e de férias, a Fidelidade está também a preparar um plano de acção que actuará sobre o bem-estar e a mitigação dos riscos psicossociais a que as pessoas da empresa estão expostas.

Neste momento o Grupo Fidelidade tem o compromisso de criar as condições favoráveis à realização individual de todos, incluindo a realização profissional, mas não se circunscrevendo apenas a ela. «Apostamos na experiência dos colaboradores como um factor de envolvimento e é por isso que a carreira profissional, as vivências pessoais, familiares e sociais, o bem-estar físico e emocional, a sustentabilidade ou a literacia financeira de cada uma das nossas pessoas são importantes para nós», sublinha Rafaela de Melo, para quem a motivação será o resultado da experiência: quanto melhor a experiência de relação com a Fidelidade, maior será a motivação para continuar essa relação e para entregar o melhor possível. Relativamente ao sucesso destas iniciativas, até à data, a abordagem ao bem-estar na Fidelidade tem estado descentralizada e, como tal, cada promotor acaba por medir o sucesso de uma forma diferente. «Com o Projecto Wellbeing queremos definir uma estratégia de bem-estar orientada por dados através da criação de um dashboard só para este tema», revela a responsável, «as métricas pensadas estão divididas em quatro grupos: estudos recorrentes (clima organizacional e riscos psicossociais); dados de gestão de recursos humanos (absentismo, rotatividade, etc.); quick surveys (NPS, índice de satisfação, etc.); e outras métricas (sinistralidade da apólice do seguro de grupo, report da app Multicare Vitality, etc.)». Ao mesmo tempo, a ambição da Fidelidade é também a de conseguir medir o bem-estar dos seus colaboradores na sua definição holística, ou seja, em todas as suas valências, nos quatro pilares previamente definimos.

 

Novos modelos de trabalho
«Acho que estamos todos muito expectantes e curiosos quanto aos novos modelos de trabalho, que embora já saibamos como serão, ainda não os experimentámos em pleno», confessa a Initiative Champion do Projecto Wellbeing do Grupo Fidelidade. Com a pandemia ganhou-se flexibilidade no trabalho e na gestão familiar, «provavelmente estamos mais próximos de algumas pessoas que nos são queridas e conseguimos ganhar o tempo que gastávamos em deslocações», afirma, «agora, o desafio é mesmo conseguir aproveitar estes factores que valorizamos da melhor forma». Simultaneamente, o Grupo Fidelidade sabe que é importante estar presencialmente com as pessoas com quem trabalha, com os colegas, daí estar à procura de encontrar um equilíbrio entre os benefícios do trabalho remoto e os benefícios do trabalho presencial. Para Rafaela de Melo «já não há dúvidas de que modelos híbridos e flexibilidade são o caminho, provavelmente faremos uma reorganização para realizar os momentos de colaboração no trabalho presencial e os momentos de trabalho mais individual no cenário remoto». O Grupo Fidelidade está dedicado em encontrar uma solução que seja positiva para todos. Isso mesmo sublinha Rafaela de Melo. «Como em todas as mudanças, todos nós vamos precisar de tempo para nos adaptarmos a uma nova realidade e a novas rotinas», afirma, «não digo que esta seja a melhor solução para todos, mas o caminho será um novo modelo híbrido, muito pensado, e que se estabelece num ponto de equilíbrio. E a prioridade e maior preocupação é também relacionada com o equilíbrio entre as esferas profissional, pessoal e familiar, possibilitando uma maior abertura e flexibilidade para se fazerem opções livres que não sejam condicionadas pelo trabalho». Acima de tudo, a Fidelidade está consciente que ao longo dos próximos meses, e até anos, terá de continuar a olhar, reflectir e fazer evoluir as suas abordagens. Perante isto, será que agora estimular o desenvolvimento pessoal dos colaboradores é a chave para estimular também o seu desempenho profissional? Rafaela de Melo é da opinião que não. «Vários estudos mostram que a melhoria do desempenho profissional acaba por ser uma consequência do investimento no individual e holístico, pelo que para a Fidelidade o aumento da produtividade ou dos resultados não é um objectivo nem foi o impulsionador deste Projecto Wellbeing, poderá, sim, vir a ser uma consequência desejável.» Para a Organização o desenvolvimento pessoal dos colaboradores é muito importante para que estes possam ser responsáveis pela sua jornada de bem-estar, na qual o Grupo Fidelidade quer estar presente para apoiar, facilitar e potenciar. Olhando para o futuro, e sendo o conceito de bem-estar holístico, para Rafaela de Melo haverá sempre espaço para evoluir, acompanhando as necessidades que vão surgindo, procurando sempre uma forma de fazer melhor o que a Fidelidade já faz e incrementando o impacto positivo que a empresa pode ter na vida de cada um dos seus colaboradores. «Com a pandemia, a saúde mental ganhou espaço, entretanto começou a abordar-se a saúde emocional, a literacia financeira é outro tópico que se vê cada vez mais em destaque, o conforto no homeoffice é urgente», reforça, «a abordagem ao bem-estar não poderá estagnar e as áreas em que assentará terão de ir acompanhando o contexto social que vivemos, tentando antecipá-lo sempre que possível». A responsável conclui, assegurando, que o Grupo Fidelidade «assumiu o compromisso com o bem-estar incluindo-o na cultura da empresa, e por isso o foco permanecerá no desenvolvimento de todos os processos tendo em vista o bem-estar das nossas pessoas. Se há um processo que possa gerar mais mal-estar do que bem-estar, naturalmente que teremos de reflectir sobre ele».

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Bem-estar nas empresas” na edição de Agosto (n.º 128) da Human Resources nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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