
Foi divulgado quanto os juros dos Certificados de Aforro e do Tesouro renderam ao Estado
Nos primeiros seis meses de 2025, a despesa pública com juros dos certificados de aforro (CA) e do Tesouro (CT) foi de 768 milhões de euros, menos 14 milhões de euros (1,8%) face ao período homólogo, de acordo com o mais recente relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), revela o Jornal de Negócios.
«No final do período em análise (Janeiro-Junho de 2025), o montante de dívida pública sob a forma destes produtos, destinados ao sector das famílias (CA e CT), registava um acréscimo homólogo que ascendeu a 2.349 milhões de euros, verificando-se uma alteração na sua composição: um aumento no ‘stock’ de certificados de aforro (mais 3.857 milhões de euros) e uma diminuição no montante de certificados do Tesouro (menos 1.508 milhões de euros)», lê-se no relatório.
Acontece que, apesar deste aumento que levou o “stock” de CA ao máximo histórico de 37,8 mil milhões de euros, em Abril, o juro dos certificados caiu pela primeira vez do valor máximo até onde poderia ir, destaca o JN. Ainda que o montante das entradas mensais tenha desacelerando, continuam a entrar poupanças todos os meses nos certificados de aforro.
Em Junho, o “stock” de dívida pública portuguesa detido pelas famílias registou um aumento face ao mês homólogo, para 46.634 milhões de euros, verificando-se uma tendência de recuperação desde Outubro de 2024. Este montante representa «um novo máximo que supera o valor alcançado em Agosto de 2023».
No mês seguinte, Portugal emitiu obrigações do Tesouro de rendimento variável (OTRV) com maturidade em 2031, no valor de 612,2 milhões de euros (423,4 milhões dizem respeito a novas subscrições, 188,8 milhões de euros foram da oferta de troca).
«Esta nova OTRV teve como finalidade o alargamento da base de investidores na dívida pública portuguesa: particulares ou institucionais, bem como residentes ou não residentes. A taxa de juro nominal bruta corresponde à taxa de juro Euribor a 6 meses +0,25% (sendo assegurado um mínimo de 0,25%). A indexação à Euribor a 6 meses garante uma taxa de juro variável. No entanto, no caso das famílias residentes, estas também dispõem da possibilidade de subscrição de certificados de aforro e de certificados do Tesouro», sublinha a UTAO.