GI Group Holding: Consultoria de Gestão de Pessoas como Eixo Estratégico

Na Gi Group Holding, a consultoria em gestão de pessoas é entendida como uma componente estratégica, que funciona como elo de ligação entre a visão de negócio e o desenvolvimento de pessoas.

A lógica é clara: apoiar as organizações na identificação e retenção de talento, definir modelos de trabalho mais ágeis e inclusivos e antecipar tendências que vão moldar o mercado. Ao integrar esta vertente no seu portefólio global, o grupo consegue alinhar de forma consistente as necessidades específicas de cada cliente com as transformações globais do trabalho.

Inês Casaca, Business Manager da Grafton, do grupo Gi Group Holding, explica que este posicionamento resulta de uma visão muito concreta sobre o papel dos recursos humanos nas empresas. «A verdade é que quando falamos em gestão de pessoas, falamos em muito mais do que uma função de suporte, mas sim um motor de competitividade e de criação de valor», afirma.

No caso de Portugal, a oferta inclui um conjunto diversificado de serviços: recrutamento especializado, RPO (Recruitment Process Outsourcing), BPO (Business Process Outsourcing), formação e desenvolvimento, consultoria estratégica de gestão de pessoas e modelos de trabalho temporário. Trata-se de um ecossistema integrado que responde a necessidades distintas, desde a colocação rápida de talento até ao desenho de soluções de longo prazo. Nesta lógica, as marcas de Search & Selection do grupo (Wyser, Grafton, QiBit e Intoo) assumem especial relevância, uma vez que permitem combinar o conhecimento do mercado com equipas especializadas, que trabalham em proximidade com os clientes.

Este modelo permite desenhar soluções à medida em toda a cadeia de valor: desde a atracção e seleção de talento, até à transição de carreira e ao desenvolvimento de competências de liderança. A tendência que se tem vindo a verificar é de um crescimento da procura por serviços que exigem maior know-how e proximidade consultiva. Os programas de outplacement e a consultoria estratégica em recursos humanos ganham particular relevância, na medida em que contribuem para a atracção, retenção e desenvolvimento de talento de forma mais sustentável. Para a responsável, é justamente nesta interligação entre especialização, visão de futuro e prática de consultoria que o grupo encontra o seu espaço no mercado português.

UMA REDE GLOBAL COM FOCO NO CONTEXTO LOCAL

A presença internacional da Gi Group Holding é um dos trunfos na forma como se posiciona. O grupo está presente em 37 países, conta com mais de 700 escritórios e tem mais de 9000 colaboradores. Esta dimensão global oferece robustez, diversidade de experiências e um manancial de boas práticas que podem ser adaptadas consoante a realidade de cada mercado. Para Inês Casaca, esta é uma vantagem significativa: permite recolher know-how internacional, mas sem perder de vista a necessidade de personalização local.

Em Portugal, esta abordagem traduz- se em soluções que combinam insights globais com conhecimento profundo do mercado nacional. Quando se identifica, por exemplo, uma escassez de talento em sectores tecnológicos, é possível integrar práticas internacionais, mas ajustando-as às especificidades portuguesas. Essa adaptação permite oferecer soluções de recrutamento e desenvolvimento alinhadas com o contexto de cada cliente. O equilíbrio entre visão internacional e conhecimento local é considerado essencial para antecipar desafios, adaptar estratégias e gerar valor sustentável.

Outro ponto em crescimento é a integração da tecnologia e da Inteligência Artificial nos processos de consultoria e gestão de talento. Estas ferramentas permitem optimizar procedimentos, tornando-os mais rápidos, precisos e escaláveis. Mas a sua importância vai além da eficiência: a Inteligência Artificial acrescenta uma dimensão estratégica, ajudando a prever tendências de mercado, identificar lacunas de competências e sugerir planos de desenvolvimento personalizados. No entanto, a gestora recorda que a tecnologia não substitui o papel humano: «A verdade é que a tecnologia e a IA não substituem a dimensão humana da consultoria, mas tornam-na mais robusta, baseada em evidências e orientada para o futuro».

Assim, a função do consultor permanece central, como elemento diferenciador que confere sentido e interpretação às informações geradas pelas ferramentas digitais. A tecnologia surge como um complemento que reforça a capacidade preditiva das organizações, tornando-as mais adaptáveis e centradas nas pessoas, mas nunca elimina o valor da relação humana e da proximidade.

A filosofia «More Than Work», que o grupo traduz como Trabalho Sustentável, assume-se como base para todo o modelo de actuação. Internamente, aplica- se através da criação de um ambiente de trabalho que promove equilíbrio entre vida pessoal e profissional, bem- -estar das equipas e desenvolvimento contínuo. Nos projectos com clientes, a mesma filosofia guia a forma como a consultoria é conduzida: mais do que identificar e seleccionar profissionais, trata-se de apoiar as empresas na construção de modelos de talento sustentáveis, que valorizem diversidade e inclusão, ofereçam oportunidades de crescimento, usem tecnologia de forma ética e considerem o impacto de longo prazo das suas decisões. «Quando falamos em “More Than Work”, falamos em integrar propósito e valor humano em cada decisão de talento», afirma Inês Casaca.

EVOLUÇÃO DO MERCADO, DISTINÇÕES E TENDÊNCIAS PARA O FUTURO

Em Portugal, a evolução do portefólio de clientes mostra como o mercado se tem transformado. Apesar dos desafios, no primeiro semestre deste ano a área de recrutamento especializado duplicou o número de pedidos realizados pelas empresas, o que se traduziu também num aumento no número de profissionais colocados. O portefólio tornou-se mais diversificado, abrangendo não apenas sectores tradicionais como indústria, banca ou retalho, mas também áreas como tecnologia, energia, saúde e serviços digitais. Esta evolução acompanha a transformação do tecido económico português e a crescente necessidade de atrair e reter talento altamente especializado.

A própria prestação de consultoria adaptou-se a esta realidade. Deixou de ser suficiente apresentar soluções «standard ». Hoje, cada cliente exige uma abordagem ajustada à sua cultura, desafios e fase de maturidade. Para alguns, a prioridade está na atracção de talento escasso e competitivo; para outros, na requalificação e desenvolvimento das equipas internas; e para outros ainda, na criação de modelos de trabalho mais flexíveis e sustentáveis. Este trabalho exige escutar, compreender e antecipar necessidades, mas também desafiar os clientes com insights sobre tendências, competências emergentes e práticas inovadoras de gestão de talento.

O reconhecimento externo tem vindo a validar esta abordagem. A recente distinção como «Melhor Fornecedor de RH» em 2025 e a atribuição do Quality Award reforçam a confiança do mercado no trabalho da Gi Group Holding e servem de estímulo para continuar a elevar padrões. Estes prémios representam não um ponto de chegada, mas uma responsabilidade acrescida. Internamente, funcionam como motivação para manter qualidade, inovação e proximidade. Externamente, reforçam a credibilidade junto de clientes e permitem assumir um papel mais estratégico e consultivo. «Estes reconhecimentos são um selo de confiança, mas também um compromisso: o de continuar a liderar pelo exemplo e a apoiar empresas e profissionais a crescerem num mercado cada vez mais exigente », sublinha a Business Manager.

No olhar para o futuro, algumas tendências são identificadas como decisivas: envelhecimento activo, falta de competências técnicas e a consolidação do trabalho híbrido. Cada uma destas questões influencia directamente a forma como as organizações se estruturam e, consequentemente, a forma como a consultoria deve responder. O papel da Gi Group Holding passa por apoiar políticas de diversidade etária, desenvolver programas de requalificação, estruturar percursos de carreira adaptados a diferentes fases da vida profissional e propor modelos equilibrados que conciliem flexibilidade, produtividade e cultura organizacional.

Isto implica repensar políticas de trabalho, novas formas de liderança, métricas de desempenho adequadas e estratégias de engagement compatíveis com o modelo híbrido. O objectivo, segundo Inês Casaca, é simples: preparar as empresas para os desafios do presente, mas sobretudo capacitá-las para o futuro. O que significa que a consultoria não se limita a responder a necessidades imediatas, mas assume um papel de parceiro estratégico, combinando visão global, especialização local, integração tecnológica e um compromisso assumido com a sustentabilidade.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Consultoria” que foi publicado na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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