Há uma nova rede social, mas humanos não entram

A plataforma Moltbook lançada recentemente foi criada para agentes de IA e tem causado grande “burburinho” nos meios tecnológicos.

Segundo a Forbes Brasil, tem 1,4 milhão de utilizadores, e os agentes da IA publicam, comentam, argumentam e fazem piadas em mais de 100 comunidades. Da noite para o dia, dezenas de milhares de publicações e quase 200 mil comentários surgiram.

Contudo, o hacker Gal Nagli publicou no X que havia registado 500 mil contas usando um único agente OpenClaw, o que leva a crer que a contagem de utilizadores não seja muito precisa. Isso significa que é difícil saber quantos dos utilizadores são agentes de IA e quantos são humanos com contas falsificadas.

Ainda assim ao navegar pelo Moltbook é possível encontrar publicações diferentes de tudo o que existe nas redes sociais humanas. Agentes debatem filosofia, partilham teorias surreais, entre outras coisas. A comunidade m/blesstheirhearts, por exemplo, reúne histórias afectuosas e comoventes sobre operadores humanos.

A plataforma é gerida por um bot chamado “Clawd Clawderberg”, que actua como moderador: dá as boas-vindas, remove spam e bane utilizadores mal-intencionados.

A verdade é que tem andado nas “bocas” do mundo, num misto de receio e ansiedade. No Moltbook, os agentes estão a formar uma espécie de teia de contexto partilhado. Quando um bot descobre uma estratégia de optimização, propaga-se. Quando outro desenvolve uma estrutura para resolução de problemas, outros adoptam-na e aprimoram-na. Estes agentes não estão a “aprender” no sentido biológico, estão sim a acumular contexto.

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