Imagina a quantidade de empresários e gestores que afirma já ter experienciado situações de fraudes e conduta imprópria? A percentagem não é baixa

Human Resources com Lusa
19 de Novembro 2022 | 15:00
Imagina a quantidade de empresários e gestores que afirma já ter experienciado situações de fraudes e conduta imprópria? A percentagem não é baixa

Mais de um quinto (21%) dos empresários e gestores inquiridos no âmbito de um estudo da consultora Deloitte realizado em Portugal afirmam ter experienciado situações de fraude ou conduta imprópria nos últimos dois anos na sua empresa.

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Os dados constam do estudo “Corruption & Fraud Survey Portugal 2022”, realizado entre 23 de Junho e 13 de Julho, tendo por base 190 respostas de empresários e gestores, mais de metade dos quais (58%) de grandes empresas.

De acordo com o documento, o desvio de fundos e apropriação indevida de activos são as principais tipologias de situações ocorridas, com 26% das respostas, seguindo-se os crimes cibernéticos e fraudes tecnológicas (22%), a deturpação de informações financeira (15%), fraudes em processos de procurement (9%), suborno e corrupção (9%).

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Mais de metade (53%) dos inquiridos não conseguiu, no entanto, quantificar a percentagem de receita perdida pela empresa, no último ano, como resultado de casos de fraude e corrupção, embora 15% tenham dito que a empresa perdeu receita devido a estas situações.

O estudo demonstra ainda que 44% das empresas inquiridas consideram que o número de ocorrências de fraude no panorama empresarial aumentou em Portugal, com 33% dos inquiridos a considerarem a existência de um aumento ligeiro e 11% de um aumento significativo.

Relativamente a mecanismos de prevenção e identificação de eventos de fraude, 87% dos inquiridos afirmam que existem mecanismos internos para o efeito, sendo as políticas e procedimentos antifraude os mais referidos como estando instituídos.

Quando questionados sobre qual o principal motivo para a ocorrência de fraude nas empresas portuguesas, 46% dos empresários consideram que os sistemas de controlo são insuficientes, enquanto 38% referem a falta de valores éticos.

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Quanto à corrupção, 33% dos empresários inquiridos dizem não ter uma estrutura interna devidamente definida para a prevenção da corrupção e de infracções conexas, «um aspecto relevante considerando a entrada em vigor em Junho de 2022 do Regime Geral da Prevenção da Corrupção», realça a Deloitte.

Os principais riscos de corrupção identificados pelos inquiridos são a existência de conflitos de interesses não divulgados (36%) e o recebimento indevido de vantagem (19%).

Em matéria de prevenção da corrupção, 67% dos inquiridos afirmam apresentar uma estrutura interna devidamente definida, sendo o código de conduta/código de ética (64%), a política anticorrupção (52%) e o canal de whistleblowing (canal de denúncias) (48%), os procedimentos implementados mais representados.

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