Imagina o salário de um director-geral do sector de Engineering & Manufacturing?

O estudo anual da Michael Page sobre as principais tendências do mercado de trabalho para o próximo ano para quadros executivos em empresas de grande dimensão mostra que apesar de ser um sector fortemente impactado pela guerra, inflação e aumento dos custos das matérias-primas, em 2025, a indústria em Portugal mostra, no entanto, sinais de recuperação, com destaque para a produção energética, tecnologias digitais, alimentar e sectores logísticos.

A transformação digital e os investimentos em energias renováveis impulsionam os sectores mais dinâmicos, como data centers e automação industrial. Por outro lado, a indústria extractiva e parte da manufatura tradicional mantêm-se estagnadas.

Nesta área, como indicação, os valores para a função de director-geral podem variar entre os 110 mil a 170 mil euros, e o director de operações pode auferir até 92 mil euros.

A escassez de talento qualificado continua a ser uma questão central, com procura acentuada por perfis técnicos e operacionais. Engenheiros de processo, gestores de produção, project manager, responsáveis de manutenção e especialistas em automação e digitalização industrial estão entre os profissionais mais requisitados, enquanto as empresas lutam para atrair e reter esses recursos, num contexto de desemprego reduzido.

Esta escassez desafia as políticas de recursos humanos, que, além de salários competitivos, precisam de oferecer novas formas de flexibilidade e oportunidades de desenvolvimento profissional para responder às expectativas de uma nova geração de colaboradores.

O dinamismo também marca este sector, em que 73% dos profissionais preveem permanecer na função actual por menos de três anos.

Este é um momento de transição e transformação, em que as indústrias são obrigadas a questionar práticas antigas e a abraçar novas abordagens para ter sucesso num mundo em constante mudança.

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