OIT acredita que a Inteligência Artificial pode trazer uma mudança disruptiva na Segurança e Saúde no Trabalho

Human Resources com Lusa
22 de Maio 2025 | 13:59
OIT acredita que a Inteligência Artificial  pode trazer uma mudança disruptiva na Segurança e Saúde no Trabalho

A gestora de segurança da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ana Paula Rosa, disse que a inteligência artificial (IA) levará a uma mudança disruptiva na segurança e saúde no trabalho, nomeadamente em tarefas físicas e cognitivas perigosas.

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No webinar “Do Humano ao Digital: O impacto da inteligência artificial na segurança e saúde no trabalho (SST)”, a representante da OIT afirmou que «as inovações tecnológicas estão a reconfigurar o trabalho, os locais de trabalho e a forma como se trabalha», estando em cima da mesa uma transformação dos empregos e não a sua substituição.

Ana Paula Rosa explicou que as ferramentas inteligentes, em matéria de saúde e segurança no trabalho, podem ajudar na «detecção de perigos em tempo real, numa análise preditiva para gestão proactiva de SST e ativação de alertas imediatos para prevenir lesões».

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A responsável explicou que as ferramentas robóticas podem executar com segurança tarefas consideradas perigosas para os humanos, como trabalhos em ambientes contaminados, recolha e embalagem de materiais perigosos ou o manuseamento e elevação de objectos pesados.

Ao mesmo tempo a Ana Paula Rosa identifica os principais riscos associados à utilização destas ferramentas para a saúde e segurança laboral, nomeadamente «falhas de operação ou dependência excessiva, desconforto, fadiga», podendo o inadequado design das ferramentas resultar em stress ou distração para alertas e monitorização.

Em relação à utilização de algoritmos para a gestão do trabalho, Ana Paula Rosa salienta uma optimização da programação, atribuição de tarefas e distribuição de carga de trabalho, bem como a melhoria da eficiência, através da identificação e abordagem de défices de competências.

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No que diz respeito aos possíveis riscos, a utilização de algoritmos podem resultar numa maior pressão por monitorização constante, desigualdade de atribuição de tarefas, redução da autonomia, bem como o isolamento social e stress.

Neste sentido, para a responsável é necessário mais investigação para compreender os impactos a longo prazo das tecnologias digitais em matéria de SST e assegurar a sua aplicação informada, apelando a uma colaboração entre os governos, o meio académico e os parceiros sociais para resolver problemas e implementar as estratégias adequadas nesta matéria.

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O webinar foi uma iniciativa do Instituto Politécnico de Coimbra, no âmbito do Regulamento Geral de Protecção de Dados.

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