
Inteligência emocional tem tradução directa em salários mais elevados. A ciência (e dos dados) prova-o
Se, no passado, a inteligência emocional era vista como um “plus” no currículo, algo positivo mas não essencial, agora uma análise conduzida por Kevin Kruse, CEO da LEADx, mostra que investir no desenvolvimento da inteligência emocional pode render mais de 400 mil euros ao longo da carreira.
Segundo a Forbes, Kruse avaliou dados de 1.499 profissionais de diferentes áreas e comprovou uma correlação directa entre altos níveis de inteligência emocional, performance acima da média e salários mais altos.
A cada aumento de 10% na inteligência emocional de um profissional, houve uma melhoria significativa da sua performance. O ganho médio em auto-avaliação foi de 0,2 a 0,3 pontos numa escala de 5, o suficiente para passar de “médio” para “acima da média”, por exemplo, o que se reflecte na valorização profissional.
O estudo também encontrou uma ligação directa entre níveis de inteligência emocional e salários mais altos. Um crescimento de 20% nessa competência correspondeu, em média, a 11 a 15 mil euros a mais por ano.
A inteligência emocional é composta por quatro pilares:
- Autoconsciência
- Autogestão
- Consciência social
- Gestão de relacionamentos
Esta última foi a que mais impactou tanto performance como salário e está relacionada com comportamentos como:
- Dar e receber feedback
- Resolver conflitos com maturidade
- Criar conexões genuínas no ambiente de trabalho