Iscte Executive Education. Formação Executiva: Como preparar líderes para o futuro?

O Iscte Executive Education pretende destacar-se com uma estratégia híbrida, que alia a teoria à prática, para preparar os profissionais não só para os desafios técnicos, mas também para o desenvolvimento pessoal.

Num mundo empresarial em constante transformação, a qualificação executiva tornou-se um factor diferenciador para o sucesso profissional. Consciente desta realidade, o Iscte Executive Education tem vindo a apostar numa abordagem pedagógica, onde a teoria e a prática se complementam para dotar os participantes com as competências exigidas pelo mercado. Mais do que um ensino tradicional, a instituição tem procurado criar um impacto real, preparando os profissionais não só para os desafios, mas também para o desenvolvimento pessoal, num ambiente competitivo e em evolução.

Esta abordagem reflecte-se na forma como o Iscte Executive Education estrutura os seus programas e fomenta uma ligação directa ao mercado de trabalho. Para José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education e professor catedrático de Gestão no Iscte Executive Education, o impacto da formação não se esgota na esfera profissional, mas estende-se ao desenvolvimento pessoal de cada participante.

«O Iscte Executive Education distingue- se no ensino executivo em Portugal pela sua abordagem inovadora e prática à educação como um todo. Com uma aproximação pedagógica que valoriza a aplicação do conhecimento teórico a contextos práticos, casos, problemas, situações reais ou cenários, os nossos programas são desenvolvidos em enorme colaboração com os líderes empresariais e com especialistas de variadas indústrias», refere o responsável.

 

Impacto, prática e diferenciação
A aproximação do Iscte Executive Education ao tecido empresarial garante o alinhamento dos conteúdos formativos às exigências do mercado. No entanto, vai muito além da transmissão do conhecimento técnico. «Não procuramos formação por formação. E não a fazemos. Procuramos impactar o ser humano como um todo, queremos chegar a esse ser humano, único, irrepetível, não apenas na sua vertente profissional, mas, também, na vertente pessoal», sublinha o professor catedrático.

Para assegurar esse impacto, «a integração de conhecimento prático nos cursos é realizada através de uma aproximação prática ao ensino/ educação que inclui estudos de caso, projectos em colaboração com empresas, simulações empresariais, jogos, role plays, consultoria para empresas ou pitchs dirigidos. Sempre à procura de impacto», explica o presidente da instituição. Dessa forma, salienta, os participantes não só compreendem a teoria, como também a aplicam em contextos reais.

Manter esta oferta formativa alinhada com as necessidades do mercado exige, também, um acompanhamento contínuo das tendências. Segundo José Crespo de Carvalho, esta actualização constante é feita através de um trabalho contínuo de monitorização dos stakeholders e benchmarking com players internacionais. «A manutenção de uma oferta educativa/formativa actualizada no Iscte Executive Education é assegurada através de um constante diálogo com os nossos stakeholders, incluindo empresas, antigos alunos e líderes de pensamento em várias indústrias. Fazemos muito benchmarking, com práticas empresariais e com players internacionais na área da formação de executivos», acrescenta.

Com uma abordagem que alia o conhecimento académico a uma forte componente prática e a uma humanização da formação, o Iscte Executive Education assume-se como um player de referência na formação executiva em Portugal, preparando profissionais não só para os desafios empresariais, como para se destacarem num mundo em mudança. Por esse motivo, procura realizar contantes «encontros e workshops com especialistas para discutir e prever as tendências de mercado».

 

Personalização e inteligência artificial
Num contexto em que a inovação tecnológica está a transformar a forma como se aprende e trabalha, o Iscte Executive Education aposta na integração de ferramentas como a Inteligência Artificial (IA) e plataformas digitais para potenciar a aprendizagem. Para José Crespo de Carvalho, o objectivo passa por oferecer uma experiência formativa personalizada e adaptável às necessidades de cada participante.

«A integração de tecnologias avançadas, como a IA, permite-nos oferecer uma educação/formação mais personalizada e adaptativa. Utilizamos a IA para analisar as necessidades de aprendizagem dos participantes e adaptamos os materiais pedagógicos de acordo com o seu progresso e estilo de aprendizagem», sustenta.

Ainda assim, o responsável destaca que a instituição privilegia a interacção humana. «O e-learning puro, no sentido de ser pré-filmagem, não temos feito em grande escala. E não temos feito porque continuamos a acreditar na presença síncrona do docente e na mimetização do ambiente real e da relação entre pessoas as pessoas». Esta abordagem, salienta, visa preservar o que considera ser essencial para a aprendizagem: «A aproximação dá-nos trabalho, mas é necessário preservar, na nossa opinião, aquilo que há de bom entre pessoas: o inter-relacionamento, a interpelação, a discordância, o contraditório e a construção conjunta em modo síncrono».

Segundo o presidente do Iscte Executive Education, a flexibilidade também não é descurada, com a instituição a adaptar-se às necessidades dos participantes. «O síncrono, tirando aqui a questão dos fusos horários, também facilita o acesso a conteúdos educativos em qualquer parte do mundo, aumentando a flexibilidade e o alcance dos nossos programas. Mas somos nós que nos temos de adaptar e não o mercado. Já tivemos docentes em síncrono à meia-noite e já tivemos docentes em síncrono às 07h00 da manhã. Repito: somos nós que nos temos de adaptar», reforça.

A adaptação à IA não se limita aos métodos de ensino, mas também à forma como os alunos utilizam esta ferramenta tecnológica. Na opinião do professor catedrático, a sua introdução nos programas tem sido feita de forma natural e com claros benefícios. «Apesar de se tratar de uma realidade relativamente recente, consideramos que temos vindo a introduzir em praticamente todos os módulos e programas. Tem sido, assim, uma prática que pode ser encarada como positiva. Abusos há sempre, mas desde quando é que não há abusos, mesmo sem IA? O importante é o raciocínio crítico, a construção e a criatividade em cima dos resultados».

 

Parcerias, tendências e desafios
O Iscte Executive Education enfrenta desafios significativos no processo de internacionalização, impactado por um contexto global em constante mudança. «O mundo mudou e nós temos tido questões quer de desvalorização da moeda em países para os quais exportamos, quer em questões de desemprego alto em alguns mercados ou até mesmo por questões de tensões e conflitos. O mercado internacional não é alheio a isso tudo e nunca o será», refere José Crespo de Carvalho, sublinhando a importância da presença global. «Agora, a internacionalização, com mais ou menos problemas, é fundamental para um país pequeno e quase sem mercado próprio como Portugal», alerta.

A colaboração com empresas e instituições tem sido um pilar estratégico na formação oferecida. «As parcerias do Iscte Executive Education com diversas instituições e empresas são fundamentais para enriquecer a nossa oferta curricular», explica o professor catedrático. «Estas colaborações permitem-nos proporcionar aos participantes experiências práticas reais e ter acesso a conhecimentos e tecnologias de ponta», lembra.

Um exemplo claro são os fins de semana imersivos: «Reunimos a um fim de semana, recebemos briefing das empresas, dados e um ou mais problemas reais a atacar. E, com eles, temos um fim de semana pela frente para chegarmos a um momento de pitch com soluções práticas e que, na maioria das vezes, têm sido aproveitadas pelas empresas».

No que toca ao futuro da formação executiva, José Crespo de Carvalho antecipa a consolidação dos modelos híbridos. «Prevejo uma continuação na integração de práticas de ensino que combinem aprendizagem online e presencial, conhecidas como modelos híbridos ou blended learning, que oferecem maior flexibilidade e acessibilidade. Hoje, temos salas full equiped para chegar a todo o lado, sobretudo em corporate solutions e com soluções desenhadas para as empresas».

Além disso, a sustentabilidade e a responsabilidade social ganham cada vez mais relevância no mercado actual, reflectindo a crescente importância destes temas nas estratégias corporativas e nos modelos de gestão. «No Iscte Executive Education, continuaremos a liderar estas tendências, preparando pessoas capazes de enfrentar não apenas os desafios empresariais, mas, também, os desafios sociais, ambientais e tecnológicos dos tempos que vivemos», conclui.

 

Esta entrevista faz parte do Especial “Formação de Executivos” que foi publicado na edição de Março (nº. 171) da Human Resources.

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