Nenhum banco é “excelente” em termos de sustentabilidade

A Mazars, empresa internacional de consultoria e auditoria, divulgou hoje uma avaliação global sobre o modo como os bancos estão a incorporar a sustentabilidade nas suas práticas comerciais. Nenhuma das 30 entidades bancárias consideradas foi avaliada como “excelente” (pontuação reservada aos bancos com uma pontuação positiva em mais de 90% dos critérios analisados, entre os quais cultura organizacional e governance, gestão de risco, processos de monitorização, reporting e targets).

 

«Os resultados mostram que os critérios ambientais, sociais e de governance (ESG) não são ainda totalmente integrados nas estratégias dos bancos e indicam que práticas bancárias mais responsáveis podem ser alcançadas se os bancos integrarem estes critérios na sua estrutura de gestão de risco e os medirem de forma mais eficaz», destaca-se na apresentação das principais conclusões.

O relatório ‘Responsible banking practices: benchmark study 2020‘ revela que apenas três dos 30 bancos avaliados demonstram as melhores práticas numa ampla gama de factores de sustentabilidade, com 10 bancos a revelarem uma abordagem sustentável em alguns factores e mais de metade (17) dos bancos a apresentarem uma abordagem sustentável de carácter limitado na maioria dos factores.

De notar ainda que não obstante a maioria dos bancos ter adoptado ou estar a implementar padrões voluntários de relato sobre ESG, a maioria (57%) ainda não integrou totalmente estes factores nos seus processos de gestão de risco, fazendo uso de abordagens qualitativas e quantitativas.

«Paralelamente, a maioria dos bancos apoiaram estruturas de sustentabilidade e lançaram programas de responsabilidade social, mas a definição e divulgação de metas de sustentabilidade não é ainda uma prática comum», sublinha-se. E apesar de todos os bancos avaliados oferecerem produtos ambientalmente responsáveis, apenas 43% desenvolvem uma oferta de produtos que endereça verdadeiramente questões socioeconómicas.

No estudo defende-se ainda que a introdução de metas explícitas poderia ajudar os bancos a aumentarem as suas conquistas no que respeita a ESG. Apenas 27% possuem um conjunto específico e mensurável de objectivos socioeconómicos em conformidade com estruturas de sustentabilidade. Por outro lado, apenas 13% dos bancos avaliados praticam incentivos financeiros associados à sustentabilidade para os seus cargos de direcção.

 

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