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No Comércio, 92% das empresas já estão em funcionamento. Mas no Alojamento e Restauração 56% permanecem encerradas
Na primeira quinzena de Maio, 90% das empresas estavam em actividade, mesmo que parcialmente,10% encontravam-se temporariamente encerradas e 1% tinham encerrado definitivamente. Os dados são do Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas (COVID-IREE) do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal. Saiba quais os sectores mais afectados.
Os dados do COVID-IREE, relativos à primeira quinzena de Maio, indicam ainda que no sector do “Comércio”, 92% das empresas estavam em funcionamento (84% na quinzena anterior).
Já o sector do “Alojamento e restauração” continuou a ser o que reportou maior percentagem de empresas encerradas, temporária ou definitivamente (56%).
O COVID-IREE revela ainda que percentagem de empresas com perfil exportador que se mantinha em funcionamento situava-se em 94% (89% na quinzena anterior).
Os sectores com maiores reduções no volume de negócios são o alojamento e restauração (-97%) e os transportes e armazenagem (-86%). Já o sector com menor redução no volume de negócios é a construção e actividades imobiliárias(-63%).
Os dados do inquérito mostram também que a evolução das encomendas foi o principal factor referido pelas empresas (77%) para a redução do volume de negócios, face à segunda quinzena de Abril.
E os factores explicativos mais referidos pelas empresas que tiveram um aumento no volume de negócios na primeira quinzena de maio foram a evolução das medidas de contenção (68%) e a melhoria das encomendas/clientes (68%).
O inquérito indica também que no que respeita aos colaboradores ao serviço na primeira quinzena de Maio, face à segunda quinzena de Abril, 70% das empresas (representando 59% do pessoal ao serviço das empresas respondentes) reportaram não ter alterado o número de
pessoas efectivamente a trabalhar, 18% referiram um aumento, e 12% referiram uma diminuição.
O “Comércio” registou a maior percentagem de empresas com aumentos no pessoal ao serviço (22% das empresas, que representam 31% do pessoal serviço). Ao invés, no sector ”Transportes e armazenagem”, 19% das empresas (correspondendo a 34% do pessoal ao serviço) reportaram
uma redução no pessoal.
O inquérito mostra ainda que 70% das empresas assinalaram que a redução de pessoas em lay-off foi o principal motivo com impacto positivo para o aumento de pessoal ao serviço.
No caso das empresas que reportaram uma redução de funcionários a trabalhar, as causas referidas mais frequentemente foram o recurso ao lay-off (53%) e o aumento dos dias de faltas por doença ou para apoio à família (52%).