O novo desafio da globalização

Por Luís Roberto, Managing Partner da Comunicatorium e Professor convidado do ISCSP-ULisboa

 

A crise pandémica que todos vivemos e mais recentemente a invasão russa da Ucrânia, levam-nos a refletir sobre os mais diversos desafios que enfrentamos.

No plano humanitário, mais de 6 milhões  de pessoas já fugiram do país de Zelenski, tornando-se no maior fluxo de refugiados desde a 2ª guerra mundial.

A Europa procura a todo o custo, reduzir a dependência energética da Rússia, e as sanções impostas pela União Europeia e Estados Unidos, começam a ter repercussões nos principais setores de atividade, nas importações, exportações e na economia global.

Segundo a ONU mais de 4 milhões de pessoas serão empurradas para a pobreza extrema, sendo as mulheres e os jovens os mais afectados.

A Organização Internacional do Trabalho calcula que serão necessários cerca de 239 mil milhões de euros por ano, durante os próximos 10 anos, ou seja, 160 dólares por ano e por cada pessoa a viver abaixo do limiar internacional da pobreza, para erradicar a pobreza  à escala mundial.

Atualmente, 258 milhões de crianças em todo o mundo não têm acesso ao ensino.

Em 11 países em desenvolvimento, 20% dos alunos do quarto ano não têm manuais, e nos Camarões, há apenas um livro de leitura para cada 12 alunos no segundo ano de escolaridade.

No plano empresarial, com os sucessivos estados de emergência impostos pela pandeia, muitas empresas foram forçadas a redefinir o seu plano estratégico, e a adaptá-lo aos novos hábitos de consumo.

Algumas encerraram as portas, enquanto que outras tiveram de repensar o seu negócio, ou a evoluir tecnologicamente para marcarem a diferença num mercado cada vez mais competitivo.

A menos de nos fechemos numa redoma, o mundo global é isto mesmo.

O mundo, onde se torna cada vez mais importante pensar estrategicamente, a contribuição empresarial é fundamental para o futuro sustentável, e o futuro não é mais uma questão de gestão individual da empresa, mas sim de todo o ecossistema.

Aproximadamente 50% dos diretores financeiros das PME preveem uma fusão ou aquisição no curto a médio prazo, e os gestores reconhecem a necessidade de inovar e de aplicar medidas mais criativas, capazes de responder às necessidades do mercado, também ele em transformação.

O mundo de crise em que vivemos,  exigirá mudanças na forma como pensamos e lideramos,  e na capacidade de implementarmos com rapidez os planos que melhor respondam aos novos desafios.

Pensar global significa estar atento às tendências, às movimentações geoestratégicas, às tensões políticas, às alterações internacionais e às suas consequências sobre as pessoas e  ambientes de trabalho.

Neste sentido, as empresas terão de desenvolver rapidamente as suas competências de liderança para gerir cada vez mais um conjunto diversificado de pessoas, de diferentes gerações, geografias, idiomas, culturas, condições físicas e sociais.

Pensar sobre o futuro,  significa compreender em antecipação o impacto destas mudanças sobre as empresas e o negócio, mas também na forma como gerimos a integração e a inclusão das pessoas, para além dos manuais de boas práticas e dos planos de ações aprovados.

A integração e a inclusão de pessoas em situação diferenciada,  é uma forma de humanização das empresas, que leva à criação de novos ambientes de trabalho mais dinâmicos e colaborativos, aumentando também desta forma,  as taxas de participação no mercado de trabalho.

A integração e a inclusão de pessoas em situação diferenciada, é o novo desafio da globalização.

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