Portugal está em penúltimo lugar no ranking europeu de confiança na gestão do stress financeiro

Human Resources com Lusa
9 de Março 2024 | 14:00

As despesas essenciais representam 56% do rendimento médio mensal na Europa, verificando-se um impacto maior entre as mulheres (59%), segundo um estudo da Intrum.

 

«O estudo da Intrum destaca que as despesas essenciais representam 56% do rendimento médio mensal na Europa, desafiando a regra tradicional de 50%-30%-20% (respectivamente para despesas essenciais, despesas discricionárias e poupanças)», indicou, em comunicado, a empresa.

As dificuldades agravam-se entre as mulheres, que dedicam, em média, 59% do seu rendimento mensal às despesas essenciais, contra os 54% no caso dos homens.

O Pulse Report da Intrum de Janeiro revelou ainda que a maioria dos consumidores europeus tem «preocupações financeiras persistentes, contribuindo para níveis significativos de stress». Por sua vez, perto de três quartos dos consumidores mostraram-se confiantes quanto à sua capacidade para pagar as contas mensais.

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Em Portugal, 68% dos consumidores afirmaram estar confiantes quanto à sua capacidade para pagar as contas todos os meses e mais de 30% responderam que os problemas financeiros estão a ter um impacto negativo nas suas relações com familiares e amigos. Já 27% dos portugueses consideram que poderiam mudar para um emprego melhor remunerado para aliviar as suas preocupações financeiras.

No que se refere à avaliação de resistência ao stress financeiro, Portugal teve uma classificação de 38%, abaixo da média da União Europeia (46%). «Com apenas 38% de resistência, Portugal ocupa o penúltimo lugar no ranking europeu de consumidores relativamente ao impacto que os problemas financeiros têm na sua saúde mental, com a Grécia a liderar com apenas 29%», destacou.

Os Países Baixos (59%), Dinamarca (57%), Suíça (57%) e Espanha (55%) têm maiores índices de confiança na sua gestão do stress financeiro.

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Os consumidores portugueses referiram ter de «sacrificar alguns dados discricionários», como ginásios ou plataformas de streaming, para fazerem face aos compromissos financeiros.

Considerando a média europeia, 55% dos consumidores estão a tentar reduzir os gastos em bens não essenciais, enquanto só em Portugal essa percentagem está nos 73%. Entre os consumidores portugueses, 62% gastam o seu dinheiro em despesas essenciais inevitáveis, por exemplo, a renda e as contas da eletricidade e da água.

«De um modo geral, há cada vez mais provas de que a situação financeira precária de muitos europeus está a provocar um sentimento de alienação. Quase metade (46%) acredita que, ao longo da sua vida, estará pior financeiramente do que os seus pais», referiu. Esta pressão financeira está a levar os consumidores portugueses a, por exemplo, procurarem fontes de rendimento adicionais.

Para a realização desta análise foram recolhidos dados, entre 2 e 25 de Janeiro, de 20 mil participantes da Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça, Países Baixos e Reino Unido.

A Intrum, que tem sede em Estocolmo, na Suécia, opera no sector dos serviços de gestão de crédito, contando com cerca de 10 mil colaboradores. Em Portugal, a empresa está presente desde 1997, com escritórios em Lisboa e no Porto e mais de 250 colaboradores.

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