Prémio Sonae Educação tem 10 finalistas e vai debater o futuro da educação

O futuro da Educação em Portugal vai estar em debate no próximo dia 21 de Outubro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. É lá que serão conhecidos os projectos vencedores do Prémio Sonae Educação 2025, que atribui um total de 150 mil euros.

Com 466 projectos submetidos, esta terceira edição é a mais concorrida de sempre e confirma o crescimento de um movimento nacional de inovação e inclusão pela Educação. Entre escolas, associações, startups e organizações sociais, foram avaliadas 437 candidaturas elegíveis. É deste número que surgem os 10 finalistas agora conhecidos.

«As desigualdades combatem-se pela Educação. A forte participação nesta edição mostra que o país está empenhado em desenvolver projetos transformadores, que promovem inovação e inclusão na educação», afirma Daniel Fonseca, director de Marca e Comunicação da Sonae.

O Prémio Sonae Educação, com um valor total de 150 mil euros, vai distinguir os projectos mais inovadores e com maior impacto social e educativo. Além do financiamento, as equipas vencedoras terão mentoria e integração no ecossistema Sonae durante 12 meses, reforçando a sustentabilidade dos seus projectos.

O júri de 2025 é composto por Eulália Ramos Alexandre (Direcção-Geral da Educação), Isabel Leite (EDULOG), Filipe Almeida (Portugal Inovação Social), Ricardo Marvão (Beta-i) e João Günther Amaral (Bright Pixel).

 

Os 10 finalistas de 2025:

‘BORA Mulheres (Upskilling) Academia – HUBIP – Hub de Negócios de Impacto Português

Programa de capacitação gratuito e certificado para mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo inclusão digital e empregabilidade.

 

Educação que Transforma – CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil

Modelo nacional de inclusão que garante acesso equitativo à intervenção especializada a crianças e jovens com PND.

 

HÁBIL – Associação Pais e Amigos Habilitar

App digital inclusiva para crianças dos três aos seis anos, com e sem PND, que promove competências de leitura, escrita e matemática.

 

Ler sem Barreiras – Agrupamento de Escolas Gil Vicente

Acesso inclusivo à leitura para alunos com dislexia severa ou perturbações do neurodesenvolvimento, através de eReaders adaptados.

 

Nova Página – Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Braga

Plataforma digital gamificada, em codesign com jovens migrantes, que promove competências essenciais à inclusão e empregabilidade.

 

Pontes de Voz – Mutualista da Covilhã

Ensino informal de português de conversação para migrantes adultos, em contextos do quotidiano, promovendo autonomia e integração.

 

SIG vai à Escola (Olhos postos no território) – Lean Health Portugal

Projecto de literacia em dados e consciência territorial que cruza vivências dos alunos com dados públicos para mapear desigualdades.

 

Skoola – Associação Música Skoola Artes e Cultura Urbana

Academia de música urbana que promove inclusão social de jovens vulneráveis através da educação artística.

 

Technovation Girls – Associação EDruptiva

Programa internacional que capacita raparigas entre os 8 e os 18 anos a desenvolver soluções tecnológicas com impacto social.

 

TUMO – Centro de Tecnologias Criativas – Associação Topsail

Programa extracurricular gratuito que cruza tecnologia e criatividade, já com impacto em mais de 2300 jovens.

 

Em paralelo com a cerimónia de entrega dos prémios, vai decorrer a conferência ‘Qualificação e Literacia: História de um divórcio?’ onde se pretende criar um espaço de debate sobre a importância da aprendizagem contínua, a necessidade de políticas de requalificação profissional e o papel que a inovação pode desempenhar na valorização das competências dos adultos em Portugal.

Esta reflexão parte dos resultados do mais recente Inquérito às Competências dos Adultos, que avaliou a população entre os 16 e os 65 anos nos domínios da literacia, numeracia e resolução de problemas. Os dados revelam que Portugal se encontra abaixo da média da OCDE em todos estes domínios, com uma percentagem significativa de adultos nos níveis mais baixos de proficiência. O estudo mostra ainda que, embora os mais jovens apresentem melhores desempenhos, as competências tendem a decrescer em idade adulta, evidenciando a importância da aprendizagem contínua e da requalificação ao longo da vida.

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