Quase nove em cada dez empresas tem esta como a principal preocupação, revela inquérito da CIP. Escassez de talento surge em segundo

Human Resources com Lusa
19 de Julho 2022 | 16:30

Quase nove em cada dez empresas portuguesas manifesta preocupação com o aumento dos custos, enquanto 40% indicam a escassez de mão de obra como principal constrangimento sentido, revela um inquérito divulgado pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal.

 

Este é um dos resultados do 20.º inquérito realizado no âmbito do projecto “Sinais Vitais”, desenvolvido pela CIP, em parceria com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE, que contou com uma amostra de 258 empresas, das quais a maioria (45%) é do sector da indústria e energia, de outros serviços (23%) e do comércio (10%).

Os resultados divulgados indicam que «a principal preocupação manifestada por 86% das empresas é o aumento dos custos de produção, seguido pela preocupação de escassez de mão de obra referido por 40% das empresas».

Já 6% reporta o cancelamento e a redução de encomendas e 4% a impossibilidade de acesso a matérias-primas como as principais preocupações.

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Segundo o inquérito, as expectativas de vendas das empresas respondentes no terceiro trimestre é positiva face ao mesmo período de 2019, com 38% a esperarem um aumento, enquanto 24% das empresas esperam uma diminuição.

Este resultado é sobretudo influenciado pela perspectiva das grandes empresas (69%) e das médias empresas, com 52% a esperar um comportamento positivo.

Já nas micro empresas regista-se «uma paridade entre empresas que esperam diminuir e empresas que esperam aumentar o seu volume de negócios (31%) no terceiro trimestre de 2022».

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Das empresas que esperam aumentar as vendas no terceiro trimestre (38%), prevêem um acréscimo médio de 26% no volume de negócios, enquanto que as empresas que esperam diminuir as vendas (24%), esperam uma queda em média de 29%.

Em termos de expectativas na área dos recursos humanos, em todas as dimensões de empresas «existe uma expectativa maioritária de manutenção do número de postos de trabalho» (70%) e um maior número de empresas que espera aumentar (21%), face às que esperam diminuir (9%).

Nas grandes empresas e nas médias, a expectativa de aumento do número de postos de trabalho é superior à média nacional (31% e 30%).

Das empresas que esperam diminuir recursos humanos (9%) apontam uma redução média de 25%, enquanto que das empresas que esperam contratar, indicam um acréscimo médio de 11%.

Em termos de investimento, revelam os resultados do inquérito, «as expectativas para 2022 melhoraram ligeiramente em relação às expectativas que tinham sido registadas no início do ano».

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«Neste momento, em termos médios, 31% das empresas pensa em investir mais do que em 2019. As expectativas de diminuírem os seus investimentos verifica-se essencialmente nas pequenas e nas micro com valores acima da média (25% e 24% respectivamente)», refere.

Entre as empresas que esperam diminuir investimento (23%), esperam uma queda média de 41%, contra 52% que se registava em Abril e das empresas que esperam aumentar investimento (31%), esperam um acréscimo médio de 43%, contra 37% em Abril.

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