Quatro letras que se sustentam em 400 “pedras basilares”

A PLMJ está actualmente a passar por um processo de transformação que visa preparar a sociedade de advogados para os próximos 20 anos. E o catalizador para esta mudança são as pessoas. Assim, a estratégia passa por uma aposta inequívoca na atracção e desenvolvimento dos melhores talentos. É aqui que reside a missão de Inês Zenha.

 

Por Ana Leonor Martins | Fotos Nuno Carrancho

 

O desafio é recente – foi no passado dia 1 de Setembro que Inês Zenha assumiu a direcção de Recursos Humanos da PLMJ – mas a visão sobre o que pretende alcançar é clara: criar uma visão holística para a Gestão de Pessoas, assente no melhor talento. E esse talento deve ter ADN PLMJ. Encontrar este match no momento em que integram novo talento, mas também validá-lo ao longo da carreira de cada um, tendo em conta as suas especificidades, é uma das prioridades da estratégia a implementar por Inês Zenha, que acredita que «as organizações são organismos vivos, compostos de diferentes elementos de uma engrenagem cuja beleza e eficácia resultam da contribuição de todos».

 

Iniciou a sua carreira numa universidade, depois esteve 15 anos numa consultora, entretanto voltou à universidade e assumiu agora a Gestão de Pessoas numa sociedade de advogados. Como encarou este desafio e o que a fez aceitá-lo?
Encaro este desafio precisamente como isso: um desafio. E estou muito entusiasmada por regressar ao mundo dos serviços profissionais. Existem bastantes semelhanças entre uma firma de advogados com a dimensão da PLMJ e as consultoras estratégicas, onde trabalhei durante 15 anos, a começar pela sofisticação do negócio, o calibre do talento, o impacto que trazemos ao negócio dos clientes e da sociedade.

 

Quais os principais desafios que perspectiva?
O primeiro desafio é criar uma visão holística da área de Recursos Humanos, que compreenda as diversas fases do ciclo de vida na organização e atente às suas necessidades específicas: desde a atracção do melhor talento, à sua seleçcão e integração, e ao seu desenvolvimento nas diferentes fases da carreira.

Os Recursos Humanos devem ser também um catalisador da mudança e um enabler da cultura. Nenhum processo de transformação tem sucesso sem o envolvimento das pessoas, e os Recursos Humanos têm um papel fundamental na consolidação de um sentimento de “ownership” e de “accountability”.

 

Bruno Ferreira, co-managing partner da PLMJ, revelou que estão a preparar os próximos 20 anos e que a transformação que pretendem fazer passa pela aposta nos talentos. Como é que isso se vai concretizar?
O desenvolvimento do talento é efectivamente um dos objectivos fundamentais, e estamos a implementar um projecto de carreiras e gestão do desempenho para os nossos advogados. É extremamente inovador no sector e assenta em feedback 360, tendo por base critérios objectivos. O foco da PLMJ está nas suas pessoas. Acreditamos que só assim podemos prestar o melhor serviço aos nossos clientes. Costumamos dizer que todos temos uma missão a desempenhar no client journey da PLMJ e, se acreditamos mesmo nisto – e acreditamos –, então a retenção e desenvolvimento do talento, seja dos advogados, seja da equipa de serviços de gestão – é a pedra basilar de tudo isto.

Quando falamos de captação, retenção e desenvolvimento de talento, estamos sobretudo a falar do impacto que queremos que as nossas pessoas produzam na organização e no ecossistema PLMJ, num sentido mais abrangente, que inclua todos os stakeholders, a começar pelos clientes.

 

Para atrair os melhores talentos, que prioridades definiram?
A PLMJ tem uma notoriedade de marca extraordinária, assente em mais de 50 anos de excelência nos serviços jurídicos e, naturalmente, isso consubstancia-se na capacidade de atrair talento. E queremos o melhor talento, quer na área de advogados, quer na área de gestão.

Estamos sobretudo à procura das melhores pessoas porque sabemos que a componente técnica e de conhecimento é uma dimensão fundamental, mas não a única, que contribui para podermos oferecer o nível de serviço que hoje oferecemos e que queremos potenciar constantemente. Queremos integridade, audácia e inovação em todos quantos integram a PLMJ.

Neste sentido, os processos de selecção e o desenvolvimento das carreiras na PLMJ atentam particularmente a esse fit, à capacidade de integração e contribuição do profissional na nossa cultura, e o seu potencial para desenvolver carreira connosco.

Há muito talento excepcional. Mas nem todo terá ADN PLMJ. Encontrar este match no momento em que integramos um novo talento, mas também validá-lo ao longo da carreira de cada pessoa connosco, é seguramente uma das prioridades. E os nossos 400 profissionais atestam que esse talento existe.

 

Diria que as competências necessárias para se trabalhar nesta área estão a mudar? Ou, no essencial, mantêm-se?
Para a PLMJ há competências que continuam a ser essenciais, como desempenho académico brilhante, profundo conhecimento jurídico, espírito crítico, capacidade de comunicação, colaboração, autonomia, criatividade, integridade, e essas não mudam, porque constituem a génese do nosso trabalho e ADN.

Mas sem dúvida que, para além destas, são cada vez mais necessárias competências do mundo digital e do mundo global. Agilidade, adaptabilidade, resiliência, espírito empreendedor. Estas são as competências que garantem que não cristalizamos no nosso sucesso e que estamos preparados para o devir do nosso negócio, da sociedade onde actuamos e do mercado global.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Setembro (nº. 117) da Human Resources, nas bancas.

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