São estes os países da UE (e as funções) que têm mais vagas de emprego

Ainda que a taxa de ofertas de emprego tenha descido na União Europeia (UE), mantêm-se as preocupações sobre a crescente escassez de mão-de-obra, avança o Euronews.

 

O mercado de trabalho europeu está a recuperar – ou pelo menos a dar sinais disso – das repercussões da pandemia, mas ainda está longe de satisfazer a procura. As últimas estatísticas revelam uma diminuição das vagas no mercado de trabalho, tendo o emprego também aumentado no segundo trimestre do ano. A taxa de postos de trabalho disponíveis – a proporção do total de postos que estão vagos – diminuiu de 2,8% no primeiro trimestre para 2,7%.

No mesmo período, a taxa de emprego de pessoas entre os 20 e os 64 anos situou-se em 75,4%, representando um ligeiro aumento de 0,1 pontos percentuais. No entanto, olhando para o cenário global, a taxa de ofertas de emprego a longo prazo na UE tem aumentado anualmente, desde 2020, altura em que muitas pessoas foram dispensadas ou despedidas devido à pandemia, e actualmente não consegue corresponder a oferta à procura.

Apesar de um aumento da taxa de emprego no segundo trimestre, um relatório da Comissão Europeia revelou que a escassez de mão-de-obra e falta de competências são uma realidade, acrescentando que a criação de novos empregos e a necessidade de substituir os trabalhadores que se reformam se reflectem nestas estatísticas.

De acordo com o relatório, esta escassez de mão-de-obra irá, provavelmente, aumentar, uma vez que se prevê um declínio da população em idade activa de 265 milhões, em 2022, para 258 milhões em 2030.

Que país tem mais ofertas de emprego?

Entre os Estados-Membros da UE com dados disponíveis no Eurostat, os Países Baixos registam a taxa de vagas de emprego mais elevada, com 4,7% do total de postos de trabalho ainda por preencher. A Bulgária e a Roménia, por outro lado, registaram apenas uma taxa de vagas de emprego de 0,8% no mesmo trimestre. Portugal ocupa o 21º. lugar com uma taxa de 1,5%.

 

 

Entre as vagas anunciadas online no mesmo período, os mais procurados foram programadores de software e assistentes de vendas. Os empregos nas áreas da publicidade, marketing e produção também registaram um número significativo de vagas, além das engenharias, investigação e desenvolvimento.

 

 

Motivo é a escassez de mão-de-obra?

Em comparação com as taxas de ofertas de emprego do segundo trimestre de 2021 e 2022, o valor deste ano situa-se entre os dois. No segundo trimestre de 2021, imediatamente após a abertura dos principais mercados, situava-se em 2,2%, e no segundo trimestre de 2022 atingiu 3% e começou a descer desde então.

As estatísticas nacionais mostram a dificuldade do continente em preencher postos de trabalho, muitas vezes atribuída à falta de mão-de-obra qualificada. De acordo com o Eurostat, mais de 75% das empresas da UE já têm dificuldades em encontrar profissionais com as competências necessárias para preencher os postos de trabalho, o que dificulta o crescimento económico.

A nova lei da imigração do Governo alemão, aprovada em Agosto, visa atrair trabalhadores qualificados de países de fora da UE para combater a escassez de mão-de-obra no país. O Governo dinamarquês também aprovou um visto de três anos para os estudantes internacionais que desejem trabalhar após a conclusão da licenciatura para preencher postos de trabalho.

Por outro lado, cerca de 27,5 milhões de pessoas da população activa da UE declararam estar “desempregadas”, “subempregadas”, “à procura de emprego mas não imediatamente disponíveis”, ou “disponíveis mas não à procura de emprego”.

Isto significa que mais de 1 em cada 8 pessoas na União Europeia está exposta à “folga” do mercado de trabalho, definida pela Organização Internacional do Trabalho como “a diferença entre o volume de trabalho desejado pelos trabalhadores e o volume de trabalho remunerado disponível.”

A taxa de desemprego na União Europeia tem vindo a diminuir desde 2020 e, de acordo com o relatório do Eurostat, a causa não está no «aumento do desemprego, mas sim pelo aumento do número de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não o procuram», levando a que os postos de trabalho ficassem vagos.

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