Quer aprender a detectar conteúdos gerados por IA? Executivo da EY partilha truques valiosos

A IA está a melhorar a cada dia, mas o Global Chief Innovation Officer da EY garante que ainda existem sinais que permitem detectar uma resposta gerada pela IA, revela o Business Insider.

Joe Depa lidera a estratégia global de IA, dados e inovação da empresa, e parte do seu trabalho envolve a supervisão da forma como os colaboradores integram a IA. Esta posição privilegiada permitiu-lhe desenvolver aquilo a que chama de «alta sensibilidade» para detectar trabalhos gerados por IA. Embora seja totalmente a favor da tecnologia e não tenha estabelecido limites sobre a frequência com que os colaboradores devem utilizá-la, afirma que a IA deve ser usada para amplificar a criatividade humana, e não para substituí-la. E acrescenta que, se o humano não «incorporou nenhum pensamento original próprio, chega um ponto em que a IA se torna menos eficiente ou eficaz».

O executivo acrescentou que é importante manter um sentido de individualidade e de estilo para que todos não soem iguais.

Embora as ferramentas de IA tenham melhorado significativamente, Depa considera que ainda apresentam falhas e costuma reparar em alguns sinais que apontam para respostas geradas pela IA, incluindo erros.

Eis alguns exemplos específicos de escrita e apresentação que denunciam a IA, de acordo com a Depa:

Sinais na escrita

Quando se trata de comunicação escrita, Depa disse que existem alguns sinais que indicam que o texto foi gerado por IA com supervisão ou intervenção humana mínima. Um dos mais comuns é a escrita neutra e demasiado formal, já que carece de aspectos pessoais, emoção e humor.

A escrita também pode ser demasiado polida, sem alterações de padrão, estrutura ou fluidez. A escrita gerada pela IA tende a ser genérica ou com um tom corporativo. Outro sinal de alerta é a linguagem repetitiva, como o uso das mesmas expressões ou estruturas frásicas para iniciar várias frases ou parágrafos.

No geral, Depa aconselha as suas equipas a escreverem o seu próprio conteúdo com os tópicos e a mensagem que desejam transmitir e, em seguida, pedir a uma ferramenta de IA para o refinar. Se forem utilizadas correctamente, as ferramentas de IA podem desafiar o seu pensamento, disse Depa. «Se escrever o texto primeiro e depois pedir à IA para o melhorar, é muito mais produtivo.»

Sinais em apresentações

Em apresentações, Depa considera que a dependência excessiva da IA ​​resulta em insights superficiais que carecem de exemplos específicos. Outro sinal revelador é quando os temas são abordados de forma demasiado ampla, com pouca consideração pelo público. Referiu ainda a “evasão”, que, segundo ele, a IA faz intencionalmente, evitando frequentemente recomendações claras. «Sempre que virem afirmações vagas ou genéricas que não dizem nada de útil, eu diria que é IA.»

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