Reclamar para quê?

Por Ricardo Florêncio

ricardo.florencio@multipublicacoes.pt

Não percebo o motivo que leva muitas pessoas a reclamar porque inúmeras tarefas e funções actualmente desempenhadas por humanos passarão a ser desenvolvidas por máquinas e robôs. Percebo perfeitamente que muitos se sintam preocupados e angustiados, pois podem ser postos de trabalho humanos colocados em causa. Agora, reclamar para quê? Não vale a pena! Não é isso que vai travar ou desacelerar esta nova revolução industrial. Sempre foi assim. Todas as anteriores revoluções industriais trouxeram estas dúvidas e ansiedades. Devemos focar a nossa atenção e tempo nas funções que continuarão a ser desenvolvidas por humanos e nas novas profissões e tarefas que se avizinham. A evolução da sociedade e das suas formas de funcionamento e relacionamento, o envelhecimento da população, a escassez de tempo face às exigências que nos rodeiam, a rapidez do fluir da informação, a exigência da simplicidade, a cada vez maior e mais rápida circulação de bens e pessoas, entre muitos outros, são factores e características que irão marcar o nosso futuro próximo. Deste modo, todos nós, e as empresas, devemos estar atentos a estas situações e encontrar soluções para enfrentarmos os desafios e ter sucesso. E assim, reclamar para quê?

Editorial publicado na edição de Setembro de 2018 da revista Human Resources.

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