
Recursos Humanos: a opinião que importa
Por Ana Cardoso, técnica de Recursos Humanos das Farmácias Holon
O actual dinamismo do contexto organizacional remete o capital humano para um dos activos mais estratégicos de qualquer empresa. A bem da verdade, um recurso essencial para garantir o seu crescimento e a sua competitividade. Vários estudos comprovam que colaboradores com uma baixa motivação, sentem-se infelizes e com pouca capacidade produtiva.
Não é por acaso que muitas empresas, como é o caso das Farmácias Holon, implementaram o projecto “Gestor de Felicidade”, para ajudar a valorizar e potenciar o ambiente de trabalho. Através de formação especifica, em que são introduzidos os conceitos subjacentes da felicidade no local de trabalho, o gestor mantém uma relação próxima com a equipa e, juntos, elaboraram um plano de acção concreto. Mas há muito mais trabalho a fazer.
Com base nesta premissa, e reconhecendo que um dos grandes desafios das empresas é conseguir, ao longo da sua jornada profissional, que os colaboradores se sintam valorizados no ambiente e realizados profissionalmente, é essencial dar-lhes “voz”. Saber a sua opinião sobre o worklife balance, oportunidades carreira ou ambiente profissional é essencial para potenciar a retenção das pessoas e, entretanto, reforçar o potencial de atracção de candidatos.
Em todas as áreas de negócio, conhecer o clima organizacional de uma empresa é importante para entender e melhorar o desempenho. Nas Farmácias Holon, por exemplo, continuamos, activamente, a disponibilizar metodologias e boas práticas de Recursos Humanos. Acompanhamos tendências e sabendo da importância dos estudos de clima organizacional promovemos a sua implementação. O estudo de clima organizacional – People Engagement Survey (PES) -, é uma dessas ferramentas. Desenvolvido pela Cegoc, com a coordenação científica do ISCTE Executive Education, o estudo é baseado num inquérito abrangente, anónimo, que permite avaliar algumas dimensões que, comprovadamente, impactam directamente o envolvimento e compromisso dos colaboradores com a organização.
Aplicado pelas nossas farmácias, as conclusões permitem avaliar o compromisso da equipa ao nível geral de satisfação, que impacta a motivação, envolvimento e bem-estar dos colaboradores e, consequentemente, a sua produtividade e retenção. A informação recebida poderá ser complexa e todas as esferas hierárquicas da organização devem sentir-se confortáveis com os resultados. Os colaboradores devem ser incentivados a participar, sentir confiança no tratamento dos dados e compreender a importância da sua opinião.
Os dados obtidos neste estudo vão, sempre, ajudar os gestores, através, da análise dos resultados, a ter uma visão abrangente para conseguirem intervir em situações críticas, implementar as mudanças, reforçar as boas práticas e promover a coesão. Sem dúvida que a gestão de talento traz diversos desafios para as organizações. É importante reconhecer que existem momentos difíceis, mas é um caminho que leva a um crescimento saudável.
Quando na entrevista questiono ‘o que mais valoriza num trabalho’, as respostas, invariavelmente, relacionam-se com o bom ambiente e a valorização dos trabalhadores. Por isso, estar atento, aplicar as boas práticas de Recursos Humanos e definir uma estratégica de gestão de talento permite às empresas serem diferenciadoras e atractivas para trabalhar. Porque, no centro de todo o negócio, estão as pessoas que nela trabalham!