Rui Bairrada, CEO da Doutor Finanças: «Temos de ouvir e tratar as pessoas como pessoas. Esse vai ser o grande desafio no futuro»

Tânia Reis
8 de Novembro 2023 | 11:50
Rui Bairrada, CEO da Doutor Finanças: «Temos de ouvir e tratar as pessoas como pessoas. Esse vai ser o grande desafio no futuro»

Decorreu ontem o primeiro dia da 4.ª edição do Bootcamp de Recursos Humanos e Sustentabilidade, iniciativa promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. Ana Leonor Martins, directora de redacção da Human Resources Portugal esteve à conversa com Rui Bairrada, CEO da Doutor Finanças. 

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

Numa conversa informal, Rui Bairrada partilhou um pouco do seu percurso que, em 2014, criou uma empresa com cinco pessoas, cujo propósito era ajudar os portugueses a gerir melhor as suas finanças, e hoje a equipa já atingiu os 234 colaboradores.

Ainda que o mundo tenha mudado muito na última década, revela que o processo de crescimento e aprendizagem é contínuo, nomeadamente com esta nova forma de trabalhar. Se o trabalho remoto trouxe vantagens, como a flexibilidade, também trouxe a perda de proximidade com as pessoas. Por isso, no Doutor Finanças, «o maior desafio é manter os colaboradores focados nos objectivos e no propósito», por isso quando recrutam em tecnologia, área por si já difícil, fazem questão de vender o sonho: mudar o mundo. Também fomentam a ligação interna semanalmente, com convidados e partilhas e com o “Bloco”, um local onde «não há reuniões após as cinco da tarde e onde todos podem ir jogar padel».

Continue a ler após a publicidade

Para Rui Bairrada, gerir pessoas é definitivamente mais difícil do que gerir um negócio, «até porque sem pessoas não há negócio», por isso o maior desafio no futuro mais próximo será a comunicação, ouvir os colaboradores, criar condições para que eles possam dizer o que estão a sentir e as lideranças poderem agir. Tudo isto num contexto de teletrabalho, que pode agravar a solidão, a falta de empatia, de ligação com os outros, de envolvimento com a empresa, entre outros.

O segredo está em rodear-se de boas pessoas. «É um processo colaborativo, e todos são importantes.» Se todos «estiverem no mesmo patamar, vamos aprender a evoluir juntos», por isso não abdica de ter à sua volta pessoas que saibam mais do que ele.

«Temos de tratar as pessoas como pessoas e isso implica muita coisa», diz, acreditando que só assim será possível construir algo maior. «Gostava muito que os meus filhos, um dia, dissessem “O meu pai ajudou a tirar Portugal do último lugar no ranking de literacia financeira”.»

Partilhar


Mais Notícias