Simplificar para servir melhor: eliminação da obrigatoriedade da prova de vida para os pensionistas

Por Victor Alves Coelho, presidente da CPAS

 

Fala-se muito de modernização, de digitalização e de eficiência dos serviços. Mas, no essencial, a verdadeira medida da qualidade de qualquer instituição está na forma como facilita — ou dificulta — a vida de quem dela depende. Os serviços existem para servir pessoas concretas, com rotinas, limitações e necessidades reais, e não para perpetuar procedimentos apenas porque “sempre foi assim”.

É a partir desta convicção que, na Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores (CPAS), procuramos orientar as nossas decisões. E é também neste contexto que gostaria de destacar uma medida para 2026: a eliminação da obrigatoriedade da prova de vida para os pensionistas da CPAS.

Graças a um protocolo celebrado com o Instituto dos Registos e do Notariado, passou a ser possível verificar automaticamente essa informação, de forma segura e fiável, através da articulação entre as duas entidades. Na prática, isto significa algo muito simples: os pensionistas deixam de ter de se deslocar aos serviços, enviar documentos ou informação adicional para demonstrar a prova de vida.

Este é, naturalmente, um passo importante no caminho da digitalização e da modernização administrativa. Mas é, sobretudo, uma afirmação de princípio: os serviços devem adaptar-se às pessoas, e não o contrário.

Todos conhecemos a realidade do mês de Janeiro — o frio, a chuva, as dificuldades de mobilidade que afectam muitos dos nossos pensionistas. A obrigatoriedade de as pessoas se deslocarem presencialmente, em pleno Inverno, apenas para cumprir um procedimento redundante, não é apenas ineficiente; é pouco humano. Eliminar essa obrigação é uma forma concreta de respeito e de atenção à realidade de quem servimos.

Importa dizê-lo com clareza: quem quiser continuar a visitar os serviços da CPAS será sempre recebido com profissionalismo, disponibilidade e um sorriso. Mas a verdadeira humanização dos serviços mede-se, acima de tudo, pela capacidade de poupar deslocações desnecessárias, reduzir preocupações e facilitar o quotidiano das pessoas.

Acreditamos que a modernização das instituições passa, inevitavelmente, por este caminho: usar a tecnologia para retirar peso, simplificar processos e aproximar os serviços de quem deles depende. É essa visão que orienta a actuação da CPAS e que continuará a guiar o nosso trabalho.

 

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