
TeamTailor: A experiência do candidato como motor de atracção de talento
A página de carreiras é um ponto crítico para converter interesse em candidaturas, colocando a experiência do candidato no centro da atracção de talento.
A forma como as empresas se apresentam aos potenciais candidatos tornou- se um factor decisivo na atracção de talento. A página de carreiras deixou de ser apenas um espaço de divulgação de vagas para assumir o papel de montra da cultura organizacional e ponto de contacto estratégico, colocando a experiência do candidato no centro do recrutamento.
Daniela Real Santos, Senior Sales Manager Portugal & Brasil da Teamtailor, afirma que «a maioria dos profissionais pesquisa a empresa antes mesmo de se candidatar », sendo a página de carreiras o local onde «a primeira impressão se consolida ». Este espaço funciona como extensão da marca empregadora, transmitindo missão, valores e a vivência interna da organização.
A plataforma Teamtailor permite criar páginas personalizadas e coerentes com a identidade da marca, garantindo consistência entre redes sociais, anúncios e site de carreiras. Vídeos, testemunhos e storytelling ajudam o candidato a projectar-se na empresa, tornando a proposta mais tangível.
Uma página eficaz é pensada como uma experiência orientada para a conversão com conteúdos claros que respondem às principais dúvidas e funcionalidades como chat ou mensagens automáticas, reduzindo incertezas. A navegação e a estrutura assumem, por isso, um papel central na criação de percursos intuitivos e sem fricções.
O caso CUF: um exemplo de sucesso
O caso da CUF ilustra como um candidate journey bem estruturado pode transformar a experiência de recrutamento. Joana Themudo, Talent Acquisition manager da CUF, explica que com a implementação da Teamtailor foi possível «simplificar e humanizar a experiência do candidato, tornando o processo mais intuitivo, rápido e transparente, mesmo num contexto de elevado volume de candidaturas».
A instituição conseguiu garantir uma comunicação consistente e atempada, reduzindo a incerteza dos candidatos ao longo do processo e reforçando a percepção de proximidade e respeito. O percurso do candidato ficou alinhado com os valores da organização – cuidado, profissionalismo e foco nas pessoas – e adaptado à diversidade de perfis, desde funções assistenciais a funções corporativas.
Joana Themudo destaca ainda a importância de «aceder facilmente ao NPS e ao feedback enviado pelos candidatos, possibilitando a identificação de oportunidades de melhoria e a optimização contínua da experiência do candidato». Este foco numa experiência fluida, personalizada e alinhada com a cultura organizacional contribuiu para aumentar o envolvimento dos candidatos e melhorar a percepção da marca empregadora.
O projecto da CUF deixa aprendizagens transversais a qualquer organização. Colocar o candidato no centro, independentemente do sector, faz diferença. Pequenos detalhes – como comunicações automáticas, processos intuitivos e feedback estruturado – têm impacto significativo.
A consistência na comunicação ao longo de todo o processo aumenta a confiança dos candidatos e reforça a reputação da organização, mesmo junto de quem não é seleccionado. A escalabilidade e flexibilidade são essenciais, sendo possível ter um processo robusto e adaptável a diferentes realidades, volumes de recrutamento e perfis profissionais. A utilização de dados e métricas permite ter uma visão global e identificar oportunidades de melhoria contínua.
O papel da inteligência artificial
A Teamtailor foi um dos primeiros softwares a integrar inteligência artificial no recrutamento, com o objectivo declarado de não substituir o toque humano, mas tornar as pessoas e as empresas mais eficientes. Actualmente, as empresas podem contar com apoio na elaboração de respostas estruturadas para entrevistas, criação de anúncios de emprego completos e atractivos, preparação de mensagens de feedback profissional para candidatos não seleccionados e síntese de CV para destacar rapidamente experiência e competências.
A plataforma também identifica candidatos já presentes na base de dados que se adequem a novas oportunidades, define as competências técnicas e comportamentais mais importantes para cada função e apoia na avaliação inicial de candidaturas. Daniela Real Santos refere que «embora haja muita especulação sobre os benefícios e desvantagens da Inteligência Artificial, no recrutamento tem permitido dar atenção a todos os candidatos e dar-lhe uma experiência personalizada».
Tendências futuras
Nos próximos anos, as empresas devem observar várias tendências fundamentais na experiência do candidato. A automatização com intenção permite libertar tempo para conversas reais e garantir respostas rápidas e consistentes, sem perder empatia. As experiências personalizadas e o storytelling relevante continuarão decisivos, exigindo propostas de valor coerentes com a cultura organizacional e adaptáveis a diferentes perfis. A análise de dados com impacto, focada em satisfação do candidato, taxa de conversão da página de carreiras e momentos críticos da jornada, permitirá ajustes contínuos que melhoram efectivamente a experiência. O papel do recrutador está a evoluir de executor de processos para parceiro estratégico do negócio e embaixador da marca empregadora.
A Teamtailor continua a investir em design simples e intuitivo, inteligência artificial responsável, comunicação clara e humana, e equipas de apoio que fazem a diferença no sucesso dos clientes. O novo Career Site Editor e o Job Description Editor melhorado exemplificam este compromisso com facilidade de uso e rapidez na gestão de conteúdos. Funcionalidades como as Recruiter Video Questions permitem aos recrutadores apresentarem-se em vídeo, criando uma relação mais equilibrada e próxima desde o primeiro contacto.
O futuro da experiência do candidato não está em escolher entre tecnologia ou empatia, mas em usar a tecnologia para amplificar a empatia. Como refere a plataforma sueca, que ambiciona «pintar Portugal de rosa e ser uma referência no sector», a experiência do colaborador começa sempre na experiência do candidato – e é aí que as empresas diferenciadoras ganham vantagem competitiva num mercado de talento cada vez mais exigente.
Este artigo faz parte da edição de Janeiro (nº. 181) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.