Tempos desafiantes para quem procura talento

Nuno Gonçalo Simões, director de Capital Humano da PwC reconhece que «as empresas ver-se-ão obrigadas a rever o seu posicionamento no mercado, por forma a atrair o talento de que necessitam». Leia a sua análise aos resultados da XXVIII edição do Barómetro Human Resources.

 

«As estatísticas mais recentes indicam que o nível de desemprego em Portugal atingiu os valores mais baixos da última década. Este facto é particularmente relevante quando comparado com as respostas dadas no mais recente Barómetro Human Resources, no qual a maioria dos respondentes considera que esta tendência de descida não trará impacto para as suas organizações. Ora, se considerarmos que cerca de 44% dos inquiridos apontam para uma subida que poderá ser mais ou menos significativa do número de colaboradores nas suas empresas, nos próximos 12 meses, podemos concluir que se avizinham tempos desafiantes no que diz respeito à procura de talento, principalmente no que concerne aos profissionais especializados. As empresas ver-se-ão então obrigadas a rever o seu posicionamento no mercado, por forma a atrair o talento de que necessitam. Neste processo, consideramos fundamental reinventar e inovar a forma como comunicamos com os candidatos, apostando em novos canais e estratégias diferenciadoras, maioritariamente digitais, para divulgação da marca e das oportunidades existentes. Na PwC, apostámos num rebranding da nossa campanha de recrutamento, tornando-a mais digital e tecnológica, mantendo evidenciados a transparência, a proximidade às pessoas e o enfoque nas suas características individuais. Optámos por desenhar alguns desafios com a utilização de gamification e realidade aumentada, aliando as novas tendências a factores que nos distinguem. De destacar ainda neste Barómetro, a tendência positiva no que concerne aos temas relacionados com a Igualdade de Género, por um lado, porque a maioria das respostas antecipam que não existirão impactos financeiros relevantes decorrentes da Lei 60/2018, por outro porque se confirma a opinião de que a diferença salarial tende a diminuir. Ainda que existam sinais positivos, de acordo com os dados mais recentes do Gabinete de Estratégia e Planeamento, a diferença salarial entre homens e mulheres é de 14,8%, o que equivale a uma perda de 54 dias remunerados. Face a este cenário, será igualmente importante que todos possamos continuar a reflectir acerca deste tema e a apostar em iniciativas que promovam o aceleramento da igualdade entre profissionais.»

Este testemunho foi publicado na edição de Dezembro da Human Resources, no âmbito do XXVIII edição do Barómetro.

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