Três “princípios”

Por Tiago Brandão
Project director da The Browers Company, do Super Bock Group

Como Newton, Heisenberg, Schrödinger e Feynman ajudam a explicar os desafios da gestão de topo e dos directores de Recursos Humanos nas organizações com futuro.

Nas organizações actuais, qualquer que seja a sua natureza, o objectivo principal da equipa de gestão de topo deve ser gerar valor: económico, social, financeiro, cultural, científico, etc.

Tal “mandato” será tão mais sustentado e bem-sucedido quanto melhor for aplicado o principal activo dessas organizações: o seu capital humano!

Antecipo que poucos directores de Recursos Humanos (DRH) discordem destas duas últimas afirmações, mas será que os seus pares, que gerem outras equipas funcionais nas mesmas organizações, partilham desta visão?

O capital humano – as pessoas, os colaboradores, os empregados, os trabalhadores, os prestadores, os avençados, etc. – agrega toda a equipa que desempenha diariamente numa organização em prol das estratégias definidas, de negócio, ou outra qualquer.

Consequência de um contexto mais imprevisível e volátil em que as equipas de gestão de topo actuam, o capital humano evolui, desenvolve-se, muda, adapta-se, mobiliza-se (e desmobiliza- -se!) a ritmos cada vez mais acelerados.

Os físicos e químicos como Isaac Newton (físico inglês, autor das três “Leis Fundamentais” da Mecânica Clássica), Erwin Schrödinger (físico austríaco, autor da “Equação de Schrödinger”, aplicada à Mecânica Quântica), Werner Heisenberg (físico alemão, Nobel da Física e autor do “Princípio da Incerteza”, aplicado à Mecânica Quântica) ou Richard Feynman (físico americano, Nobel da Física e autor do “método da integral de caminho”, aplicado à Electrodinâmica Quântica), dedicaram as suas vidas de cientistas a estabelecer modelos matemáticos para se determinar e prever a posição de objectos, partículas ou outras formas de matéria no espaço e no tempo.

Numa reflexão pessoal, atrevo-me a enunciar três “princípios” inspirados naquelas quatro personagens extraordinárias da história da Ciência. Deixo-os como contributo para gestores, líderes, directores de Recursos Humanos e outros responsáveis máximos pela alocação do capital humano, que lidam com um contexto de incerteza, uma baixa previsibilidade e uma volatilidade crescente nas suas organizações.

Faço-o com o intuito de poderem beneficiar de uma analogia com o contexto de desconhecimento e rápida evolução da ciência que viveram aqueles cientistas nas suas épocas. Com efeito, esse paralelismo permite-me enunciar, por extrapolação, os “princípios” orientadores para o que devem (ou o que não devem!) ser iniciativas-chave na Gestão de Pessoas.

Esses três “princípios” são:

1. Já não basta traçar uma boa estratégia, apontar o caminho certo e alocar os recursos necessários.

2. Os descritivos de funções serão os documentos mais desactualizados de uma DRH.

3. Confiança e Comunicação são os ingredientes mais críticos na execução da uma estratégia.

Se conseguiu ler este contributo até aqui e o contexto despertou a sua curiosidade, poderá querer consultar os três “princípios” na versão completa, que estará disponível em breve no site da Human Resources Portugal. Talvez, na consequência dessa leitura, possa aferir o desempenho qualitativo da sua equipa de Recursos Humanos e/ou organização perante as ideias aí expostas.

Afinal de contas, questionar (também!) é um bom “princípio”.

Artigo de opinião publicado na Revista Human Resources n.º 95 de Outubro de 2018.

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