Há pessoas que confiariam mais num robô do que no seu actual chefe para liderar uma empresa

Ana Rita Rebelo
25 de Janeiro 2020 | 09:05
Há pessoas que confiariam mais num robô do que no seu actual chefe para liderar uma empresa

Máquinas a liderar humanos. Será uma questão de tempo?  Por agora, continuamos a ser necessários – mais que não seja para garantir que os robôs cumprem devidamente as suas funcionalidades. Mas a verdade é que o lugar dos líderes pode estar mesmo em risco de tornar-se obsoleto se nada for feito.

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O mais recente estudo da Oracle e da Future Workplace, citado pela “Fast Company”, revela que 64% dos inquiridos admitiram que confiariam mais num robô para liderar uma empresa do que no seu actual chefe. A esmagadora maioria (82%) considera ainda que os robôs seriam capazes de fazer as mesmas tarefas de forma mais eficiente.

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Numa altura em que se vê surgir no mercado de trabalho soluções de inteligência artificial, os profissionais mostram-se «entusiasmados» e «optimistas». Há aqueles que acreditam que a tecnologia vai ajudá-los a dominar novas competências (36%), outros a ganhar tempo (36%) ou que vai fazer com que o seu papel se torne estratégico (28%).

Há, contudo, competências que as máquinas dificilmente conseguirão substituir os humanos: «ser empático» (45%), «dar formação» (33%), «criar ou promover uma cultura de trabalho» (29%) e «avaliar o desempenho da equipa» (26%).

«As máquinas vão elevar a experiência do líder», afirma Emily He, senior vice-presidente de Marketing, Human Capital Management da Oracle. A responsável assegura ainda que «as pessoas entendem a diferença entre inteligência artificial e inteligência humana», sublinhando que os profissionais esperam «coisas dos seus líderes que as máquinas não lhes podem dar: empatia, coaching personalizado e conselhos de carreira».

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