Não há novas realidades sem novas soluções

Sandra M. Pinto
24 de Setembro 2021 | 21:00
Não há novas realidades sem novas soluções

Passado o período de adaptação às condições impostas pela pandemia, uma fatia considerável das empresas optou por adoptar permanentemente o trabalho híbrido.

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Por Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal

Em dezembro de 2020, 70% dos responsáveis de Recursos Humanos em Portugal previa que a sua empresa viesse a adoptar um modelo de trabalho híbrido. À medida que nos aproximamos dessa realidade, surgem os desafios que marcarão, no futuro, o quotidiano das empresas e que, por isso, devem ser acautelados antecipadamente. Um estudo recente em que participaram 450 profissionais de TI e de cibersegurança dá a ver os principais desafios do trabalho híbrido. Uma análise cuidada destes dados pode ajudar a colmatar os obstáculos de amanhã.

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Não é apenas conversa: o trabalho remoto contribui mesmo para a maior vulnerabilidade das empresas

De acordo com 45% dos inquiridos, os ciberataques aumentaram desde a emergência da COVID-19. Entre os tipos de ataque mais citados, incluem-se a extração de dados e fugas de informação (55%), e-mails de phishing (51%) e roubo de contas (44%).

Esta realidade não surpreende, tendo em conta que a maior parte das empresas não consegue garantir o mesmo nível de proteção dentro e fora da firewall corporativa. Ao trabalhar fora do escritório, os utilizadores podem facilmente clicar num link malicioso, uma vez que o mais provável é o seu tráfego não inspecionar e bloquear automaticamente este tipo de domínios. Este risco pode ser mitigado através de um Secure Web Gateway, que integre a metodologia DLP, prevenindo a perda de dados.

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As soluções tradicionais não servem para as necessidades do trabalho remoto

No apoio ao trabalho à distância, os desafios de gestão mais mencionados foram a escala de desempenho (46%), a questão da privacidade e soberania de dados (42%) e o apoio ao acesso à distância para os dispositivos não geridos pelos funcionários (40%).

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Enquanto os serviços de segurança e rede assegurados pela cloud podem reduzir o congestionamento e melhorar a velocidade e o desempenho das aplicações, questões relacionadas com a privacidade e a conformidade podem ser resolvidas através da utilização de pontos de presença local (PoPs). Com o aparecimento do Zero Trust Network Access (ZTNA) por meio da cloud, as organizações podem apoiar o acesso remoto a partir de dispositivos BYOD não geridos, incluindo dispositivos utilizados por terceiros (como parceiros e consultores), sem que seja necessário instalar ou gerir um agente.

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Problemas claros de conectividade para as equipas remotas

As razões mais comuns para contactar os serviços de apoio TI foram latência (67%), instabilidade e crashes (66%) e questões com o VPN (62%).

Enquanto a rapidez de conectividade e desempenho pode ser melhorada com soluções de otimização de rede, como o SD-WAN, transitar de uma solução client-based para uma solução clientless de acesso remoto pode eliminar as questões relacionadas com o VPN causadas por clientes VPN.

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Há cada vez mais pressão para acondicionar o acesso remoto

Para gerir o pico do trabalho remoto, 69% dos profissionais de segurança afirma estar a adicionar capacidade on-prem; 66% estão em transição para segurança cloud e, surpreendentemente, 36% adotaram as duas abordagens.

Por uma questão de conveniência, pode ser mais fácil acrescentar capacidade às soluções atuais, em vez de substituí-las por soluções completamente novas. Em alternativa, isto pode ser parte de uma abordagem faseada para a adoção de serviços cloud ou pode ser resultado de considerações sobre a residência de dados. Dos que utilizam a cloud para reforçar o acesso remoto, 61% consideram os serviços de segurança cloud como altamente estratégicos nos seus esforços globais para escalar o acesso remoto seguro dos utilizadores. Atualmente, um terço das organizações já implementaram ou estão a planear implementar serviços Secure Access Service Edge (SASE).

Uma arquitetura SASE concebida para trabalhadores remotos, escritórios e aplicações assegura o conjunto de serviços de segurança necessários para abordar grande parte dos desafios, desde o surto de ciberataques às questões de privacidade ao nível do utilizador, de uma forma unificada e por meio da cloud. A tecnologia SASE permite conectar em segurança qualquer utilizador ou sucursal, a partir de qualquer dispositivo, a qualquer recurso.

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Caminhamos para novas modalidades de trabalho que não podem ser acompanhadas das medidas de segurança e formas de gestão que temos visto até agora nas organizações. O panorama de ciberameaças está em constante evolução e todos os dias adquire maior complexidade. É fundamental que o tecido empresarial português e os decisores TI estejam conscientes do que acarreta a mudança permanente para o trabalho híbrido. Tal como nós, também a tecnologia pode e deve adaptar-se às novas necessidades e desafios.

 

 

 

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