Sandra Brito Pereira, Banco Montepio: A essência da relação empregador-empregado tem de ser repensada

Human Resources
4 de Agosto 2022 | 12:10
Sandra Brito Pereira, Banco Montepio: A essência da relação empregador-empregado tem de ser repensada

Sandra Brito Pereira, directora de Recursos Humanos do Banco Montepio, acredita que «num momento em que se assumem novas realidades de trabalho, como o híbrido ou o trabalho remoto, as empresas deverão efectivamente repensar a essência da relação empregador-empregado, ajustando-a às necessidades da empresa e ao lifecycle dos colaboradores, de forma a garantir uma relação mais saudável, com maior integração entre vida profissional e familiar».

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«É interessante verificar que a maior parte dos gestores assume que os salários em Portugal são “baixos”, e que isso está intrinsecamente relacionado com a especificidade da nossa realidade nacional e a falta de capacidade das empresas para incrementar de forma significativa as remunerações dos colaboradores. Os factores produtividade e impostos sobre as empresas são apontados como as razões fundamentais para os baixos salários no nosso país.

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Num mercado de trabalho global, em que qualquer um de nós pode trabalhar a partir de qualquer lugar, é preocupante o rumo da falta de competitividade que as empresas portuguesas estão a trilhar face à oferta do mercado europeu e global. Se a isto aliarmos a escassez de talento em áreas especializadas, temos dificuldades acrescidas para as empresas portuguesas no médio e longo prazo.

Neste contexto, outro aspecto relevante é o movimento de “reshuffle”, visível já nas razões de saídas dos colaboradores nas empresas portuguesas. A “vontade de mudar” assume um peso expressivo, quase tão importante como as questões salariais. Num momento em que se assumem novas realidades de trabalho, como o híbrido ou o trabalho remoto, as empresas deverão efectivamente repensar a essência da relação empregador-empregado, ajustando-a às necessidades da empresa e ao lifecycle dos colaboradores, de forma a garantir uma relação mais saudável, com maior integração entre vida profissional e familiar, com dividendos significativos em termos de saúde física e mental. Estas variáveis de salário emocional são muito impactantes e fazem parte crucial das nossas agendas na gestão de pessoas – mas não esqueçamos que: “when you pay peanuts, you get monkies”.»

 

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Este testemunho foi publicado na edição de Julho (nº.139) da Human Resources, no âmbito da XLII edição do seu Barómetro. Está nas bancas. Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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