Ana Rita Loução, Generali Tranquilidade: O bem-estar e a diversidade como estratégicos

No seu comentário à LVIII edição do Barómetro Human Resources, Ana Rita Loução, directora de Pessoas & Organização da Generali Tranquilidade, faz notar que «as empresas têm de ter um papel activo na promoção do bem-estar, e há inúmeras ferramentas que podem servir este propósito».

 

«O LIX Barómetro deixa um sinal de alerta claro: a saúde mental dos colaboradores está sob pressão. Nos últimos anos, temos assistido a transformações sociais, políticas e económicas que implicam gerir uma multiplicidade de estímulos em simultâneo, o que pode afectar profundamente o bem-estar individual. A aceleração digital e os novos modelos de trabalho geraram muitos efeitos positivos, mas também alguns desafios, designadamente a definição de barreiras entre a vida pessoal e profissional, o que pode justificar que o desequilíbrio entre estes dois lados seja frequentemente apontado como uma das principais causas da deterioração do bem-estar pessoal.

Mas constato que apenas 6% das empresas indicam o bem-estar como prioridade para os próximos anos, o que não reflecte aquele que acredito que deva ser o papel e a responsabilidade das organizações. Defendo que as empresas têm de ter um papel activo na promoção do bem-estar, e há inúmeras ferramentas que podem servir este propósito. A simplificação de processos, por exemplo, tende a tirar carga aos colaboradores, capitalizando o poder das novas tecnologias e contribuindo também para outra prioridade apontada por 43% dos líderes: a produtividade.

Já no que concerne à preparação das organizações para receberem a diversidade – seja ela representada por diferentes etnias, culturas ou mesmo idades –, acredito que existem muitas oportunidades de transformação iminentes. Tenho o privilégio de fazer parte de uma organização que defende os princípios da DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) e onde quatro gerações e diferentes origens culturais trabalham lado a lado, não apenas aceitando e respeitando as suas diferenças, mas reconhecendo nelas uma fonte de valor incalculável.

Acredito que o futuro de todas as empresas passa por abraçar as diferenças como parte integrante da cultura, o que será imprescindível para construir organizações mais humanas e resilientes.»

 

Este testemunho foi publicado na edição de de Junho (nº. 174) da Human Resources, no âmbito da LIX do seu Barómetro.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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