Edenred: A responsabilidade social corporativa começa dentro de portas

Num mundo cada vez mais atento às questões sociais e ambientais, existe uma pressão crescente sobre as empresas para adoptarem práticas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) cada vez mais robustas.

Por: Joana Peixoto, directora de Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da Edenred Portugal

 

Esta exigência tornou-se ainda mais evidente com a entrada em vigor da Directiva de Reporte de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) da União Europeia, que além de impelir as empresas a serem mais responsáveis nas suas operações, também as obriga a medir mais e melhor, e a serem mais transparentes em relação ao impacto das suas iniciativas e acções. Neste cenário, é fundamental que as organizações compreendam que a verdadeira responsabilidade social começa dentro de casa, com os seus próprios colaboradores.

Porquê? Porque os colaboradores são, na realidade, os principais embaixadores da empresa. Quando se sentem alinhados com os valores e objectivos de RSC, tornam-se defensores naturais das práticas sustentáveis e éticas. Este alinhamento tem duas grandes vantagens:

  • Em primeiro lugar, ajuda a criar um ambiente de trabalho mais coeso e motivador, o que se repercute na cultura organizacional e, consequentemente, no employer branding e na melhoria da imagem da empresa perante o público; R
  • Além disso, o facto de os colaboradores viverem e sentirem na pele essa cultura pode resultar em inovações significativas. Estando na linha da frente das operações diárias, eles têm uma perspectiva única sobre como os processos e produtos podem ser melhorados para se tornarem mais sustentáveis. E isso é crucial à luz das novas obrigações legais.

Para assegurar que todos os níveis da organização estejam envolvidos e comprometidos, estes valores têm de ser devidamente transmitidos e experienciados, num trabalho interdisciplinar que envolve as áreas de recursos humanos, formação e comunicação interna. Isto porque é essencial começar por criar os pilares que serão as fundações da organização. Primeiramente, os colaboradores têm de se sentir cuidados, seguros e valorizados, vivendo-se internamente pelos valores advogados. E esta é uma condição essencial ao desenvolvimento de uma operação verdadeiramente responsável e sustentável.

É neste contexto que a utilização de vales/ títulos sociais se apresenta como uma solução prática e eficaz para concretizar a RSC. Enquanto ferramenta para atribuir benefícios sociais, os vales sociais apoiam os colaboradores em áreas críticas, aumentando o seu poder de compra e facilitando o acesso a bens e serviços essenciais, como são os casos da alimentação, do apoio à infância, educação, formação, saúde ou apoio sénior. Além disso, os vales sociais criam um círculo virtuoso de valor que beneficia toda a sociedade – ao serem utilizados em redes específicas, incentivam a economia local, promovem a criação de emprego e aumentam a colecta do Estado, que é posteriormente reinvestida em áreas como saúde, educação e ambiente.

A atribuição de benefícios sociais através de vales sociais é, portanto, uma excelente forma de promover os critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) nas organizações, permitindo que as empresas comecem por cuidar dos seus colaboradores para depois estes poderem, em conjunto, cuidar da sociedade e do Planeta. As empresas que compreendem esta dinâmica estão mais bem preparadas para cultivar uma força de trabalho motivada, comprometida e alinhada com as suas metas de RSC. Ao adoptar esta abordagem, as empresas não só cumprem as novas regulamentações, mas também constroem uma base sólida para um futuro sustentável e responsável.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Responsabilidade Social” que foi publicado na edição de Junho (nº. 174) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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