Porque é que isto é relevante no cenário actual, de acordo com o estudo:
– A adopção da IA está a acelerar, mas o seu impacto não depende apenas das competências individuais.
– O principal factor limitador passou a ser o desenho organizacional, e não o talento.
– As Frontier Firms (organizações que conseguem transformar a Inteligência Artificial numa vantagem competitiva real), que estão a repensar de forma deliberada a forma como o trabalho é estruturado, já estão a ganhar vantagem.
O estudo mostra que 58% dos utilizadores de IA afirmam estar hoje a produzir trabalho que não conseguiriam realizar há um ano, percentagem que sobe para 80% entre os Frontier Professionals.
Quando questionados sobre quais as competências humanas mais importantes à medida que a IA assume mais trabalho, os utilizadores identificam duas como prioritárias: o controlo de qualidade dos outputs da IA (50%) e o pensamento crítico, isto é, a capacidade de analisar informação de forma objectiva e tomar decisões fundamentadas (46%).
O principal motor de impacto da IA não é individual, é institucional. Os factores organizacionais, como cultura, apoio da liderança e práticas de gestão do talento, representam mais do dobro do impacto da IA quando comparados com factores individuais, como mentalidade ou comportamento (67% vs. 32%). Isto significa que a questão central já não é saber se as pessoas têm as competências certas, mas se a organização criou a cultura, os modelos de gestão e os sistemas de talento que incentivam e sustentam novas formas de trabalhar.
O mesmo estudo revela que 65% dos utilizadores de IA receiam ficar para trás se não adoptarem IA rapidamente, mas 45% admitem que é mais seguro manter o foco nos objectivos actuais do que redesenhar o trabalho. Apenas 13% sentem que são recompensados pela reinvenção. As mesmas forças que aceleram a adopção da IA acabam também por a travar.
O número de agentes no ecossistema Microsoft 365 aumentou 15 vezes em termos anuais, e 18 vezes nas grandes organizações. As Frontier Firms que estão a ganhar vantagem não se limitam a adoptar IA, estão a redesenhar a forma como o trabalho é realizado. O seu trabalho gera resultados e insights que são captados, partilhados e integrados no funcionamento da organização, permitindo‑lhe operar como um verdadeiro sistema de aprendizagem contínua.
O Work Trend Index 2026 da Microsoft, baseou-se na análise de triliões de sinais de produtividade anonimizados do Microsoft 365 e num inquérito a 20 mil trabalhadores em 10 países,














