A Geração Alfa perspectiva um futuro do trabalho sem e-mails e controlado por IA

Uma nova investigação revela como a Geração Alfa imagina o futuro do trabalho, noticia o Allwork Space.

Uma nova pesquisa realizada pelo International Workplace Group (IWG) junto de jovens dos 11 aos 17 anos mostra que a Geração Alfa espera um ambiente de trabalho completamente diferente do actual. A maioria dos inquiridos — 86% — prevê que as suas vidas profissionais serão muito diferentes das dos seus pais, com a automatização, a personalização e as semanas de trabalho mais curtas a tornarem-se a norma.

A tecnologia como elemento central

A Geração Alfa espera que a IA e a robótica estejam incorporadas nas tarefas diárias. Até 2040, 88% acredita que trabalhará regularmente com IA ou robôs, e muitos já estão a ter contacto com estas tecnologias, sendo que 38% utilizam ferramentas de IA generativa actualmente.

Esta perspectiva sugere grandes mudanças nos hábitos básicos de escritório: 32% prevêem que o correio electrónico desapareça em duas décadas, sendo substituído por ferramentas de comunicação mais eficientes. Os inquiridos esperam também ambientes imersivos e personalizados, incluindo reuniões virtuais em 3D com headsets de realidade virtual (38%), áreas de jogos (38%), cabines de descanso (31%), controlo individual de temperatura e iluminação (28%) e salas de reunião com realidade aumentada (25%).

Trabalho híbrido como padrão

Reduzir as viagens desnecessárias é uma prioridade fundamental para esta geração. Apenas 29% está disposta a deslocar-se mais de 30 minutos, e 75% considera essencial reduzir o tempo perdido com deslocações.

O trabalho híbrido destaca-se como o modelo que esperam que domine; 81% acredita que se tornará padrão, enquanto apenas 17% se imagina num escritório central todos os dias. Para muitos, as vantagens são claras: menos stress com as deslocações (51%), mais tempo com a família e amigos (50%), melhor saúde e bem-estar (43%) e maior produtividade (30%).

Semanas de trabalho mais curtas

A Geração Alfa prevê também uma jornada de trabalho mais condensada. Um terço dos inquiridos espera que a semana de quatro dias seja amplamente adoptada até 2040, reforçando a sua visão de um mundo profissional mais equilibrado, tecnológico e flexível.

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