A “guerra” pelo talento veio para ficar

Sem surpresas, a atracção e retenção de talento é identificada pelos especialistas como o grande tema para a Gestão de Pessoas em 2020. Para além de tendências nesta área, estiveram em destaque neste XXIX Barómetro temas da actualidade, como um eventual salário mínimo europeu ou a redução da semana de trabalho.

 

Por Ana Leonor Martins

 

Na primeira edição do ano do Barómero Human Resources, voltámos a questionar o painel de especialistas sobre quais serão os grandes temas da Gestão de Pessoas em 2020, e as respostas não surpreendem, com o top 3 a repetir as tendências do ano passado, havendo no entanto uma troca no segundo e terceiro lugares. Assim, a atracção e retenção de talento volta a surgir destacado como o principal desafio para os gestores de pessoas (59%, a mesma percentagem registada no início de 2019), seguido, este ano, pelo equilíbrio entre a vida pessoal e profissional/bem–estar dos colaboradores (com 44%, um crescimento de 11 pontos percentuais), surgindo em terceiro a transformação digital (que, em 2019, ocupou o segundo lugar, ainda assim com uma percentagem menor do que este ano: 37% e 42%, respectivamente).

A Comunicação Interna volta a surgir como o tema menos mencionado – com apenas 5% dos inquiridos a referirem-no como prioritário –, o que não deixa de parecer algo contraditório com a necessidade de reter talento. Levanta-se aqui a questão se estes resultados não poderão encontrar justificação no facto de o tema não estar sob a alçada da Gestão de Pessoas, mas antes da Comunicação e Marketing. Já o Employer Branding surge entre os temas mais referidos, com 20% (registando um aumento de oito pontos percentuais em relação ao ano passado).

Também no que respeita à influência que o gestor de Pessoas irá assumir na estratégia do negócio, não há alterações significativas a assinalar, com 75% dos especialistas a manterem a convicção de que terá influência elevada (56%) ou muito elevada (19%). Já 22% são mais conservadores, acreditando que será uma influência razoável, mas só 3% perspectivam que seja reduzida, com ninguém a acreditar que será muito reduzida ou nula.

 

Fique a conhecer todos os resultados na edição de Fevereiro da Human Resources, nas bancas, e o comentário dos especialistas:

– Pedro Jorge Silva, director de Recursos Humanos na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)

– Marta Pinto, directora de Recursos Humanos na Central de Cervejas

– Ricardo Parreira, CEO na PHC Software

– João Zúquete da Silva, chief Corporate officer da Altice Portugal

– Paula Arriscado, directora Corporativa de Pessoas, Marca e Comunicação da Salvador Caetano

– Maria Helena Pereira, directora de Recursos Humanos na RTP

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