Amigos, amigos… Diversidades à parte

Sobre os resultados do XXVIII Barómetro Human Resources, Pedro Ramos director de Recursos Humanos na TAP Air Portugal, destacou que «a diversidade abraça semelhanças e diferenças, e se a gestão não se concentrar em ambas, não conseguirá geri-la de forma eficiente».

 

«São absolutamente curiosos os resultados da 28.ª edição do Barómetro Human Resources sobre a importância crescente dos temas da Diversidade e Inclusão nas nossas organizações, sobretudo numa altura em que pensávamos que tudo já tinha sido dito, escrito e pensado sobre as várias abordagens deste tema nos contextos organizacionais. As dificuldades que têm vindo a ser sentidas por parte das organizações em aprender que é na diversidade que reside a capacidade de adaptação e sobrevivência aos desafios imprevistos que ocorrem no seu ambiente têm sido um dos grandes mistérios da gestão. A crença na importância de uma cultura homogénea foi provavelmente responsável, nas últimas crises, pelo declínio ou desaparecimento de empresas até então consideradas exemplares. Também é certo que a necessidade de uma maior diversidade – de género, cultura, gerações, entre outros… – foi-se impondo por razões éticas, embora ainda por vezes considerada um obstáculo à maximização da eficiência a curto prazo, mas objecto de várias interpretações consoante os quadros de referência vigentes. Hoje, porém, começa a fazer caminho o ideal de uma Diversidade Cognitiva: a existência de diferentes formas de pensar dentro de uma organização, que lhe dão a capacidade de adoptar uma multiplicidade de pontos de vista sobre os problemas que enfrenta e de não ser apanhada de surpresa por aqueles que tendem a ser ignorados pela cultura dominante. Estou concretamente a referir-me à importância crescente que está a ser dada à existência de uma diversificada forma de pensar dentro da organização. A assunção de que é de grande importância ter dentro das equipas e das próprias empresas uma multiplicidade de pontos de vista e de experiências. Uma espécie de “amálgama” de diferentes pensamentos, ideias, ideologias, visões ou (simplesmente) opiniões diferentes sobre os mesmos aspectos, desafios, respostas aos problemas… Gestão da diversidade significa capacitar e transferir poder para a totalidade das pessoas, ou seja, para todos os colaboradores e não apenas para um grupo em particular. A diversidade abraça semelhanças e diferenças, e se a gestão não se concentrar em ambas, não conseguirá geri-la de forma eficiente. Quando existe uma boa gestão da diversidade, organização, gestão e indivíduo juntam esforços para se adaptarem às diferenças, criando sinergias e conseguindo uma relação produtiva entre o individuo e a organização.»

Este testemunho foi publicado na edição de Dezembro da Human Resources, no âmbito do XXVIII edição do Barómetro.

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