
Como as várias gerações vivem o mundo do trabalho: 62% prontos para mudar de carreira e 85% com novas expectativas
O ambiente de trabalho em 2025 ficou marcado por mudanças de atitudes, prioridades e novos pontos de conflito cultural. Desde o debate sobre “Gen Z stare” no local de trabalho às conversas sobre mudança de carreira em busca de melhores salários, as conclusões revelam o quanto as expectativas dos colaboradores estão a evoluir, noticia o Money Talks News.
O Relatório FlexJobs Work Shift Pulse, que entrevistou 3.063 profissionais de diferentes gerações em 2025, esclarece as diferenças geracionais no ambiente de trabalho e as realidades que influenciam as actuais decisões de carreira.
24% já recebeu o “olhar fixo” da Geração Z no local de trabalho
O “olhar fixo” da Geração Z é um fenómeno viral no local de trabalho, frequentemente descrito como um olhar inexpressivo ou de desdém que os colaboradores mais jovens dirigem aos colegas. Isto gerou um debate aceso sobre o tema, com alguns a considerá-lo rude e outros a vê-lo como um acto silencioso de resistência.
Embora este gesto possa parecer pouco relevante, o seu aumento revela diferenças geracionais mais profundas. As gerações mais velhas assumiam empregos com a expectativa de que tinham de “pagar o preço” e evitar conflitos, enquanto a Geração Z é mais propensa a questionar expectativas irrazoáveis, recusar-se a aceitar normas ultrapassadas ou apontar desequilíbrios na dinâmica profissional.
Desta forma, o “Gen Z stare” tem menos que ver com o contacto visual e mais com uma mudança cultural nos valores do ambiente de trabalho, caminhando para questionar a autoridade e priorizar limites.
No inquérito, quase um quarto dos trabalhadores (24%) disse ter recebido o olhar fixo da Geração Z no trabalho de colegas mais jovens. A análise por geração revela diferenças importantes, sendo os profissionais da Geração X os mais propensos a ser alvo deste tipo de olhar.
Percentagem de cada geração que referiu ter recebido “Gen Z stares” no trabalho:
- Gen X: 27%
- Boomers: 25%
- Millennials: 22%
Curiosamente, 10% dos Millennials referiram ter recebido e lançado “olhares fixos” no local de trabalho. Entre estes, 5% admitiram tê-lo feito intencionalmente com colegas mais velhos.
62% pronto para mudar de emprego administrativo para emprego operacional
As motivações financeiras e a segurança no emprego continuam a pesar muito sobre os profissionais. No inquérito, 62% dos inquiridos disseram que considerariam mudar de um emprego administrativo (white-collar) para um emprego operacional (blue-collar) se este oferecesse melhor remuneração e estabilidade do que a sua função actual.
Além de explorarem funções baseadas em competências, muitos trabalhadores referiram sonhar com alternativas às suas carreiras actuais.
As aspirações de carreira mais comuns incluem:
- Mudar completamente de área: 45%
- Iniciar um negócio: 44%
- Reformar-se mais cedo: 40%
- Mudar-se para o estrangeiro: 34%
- Ficar algum tempo sem fazer nada: 29%
- Voltar a estudar: 27%
85% diz que as suas expectativas de carreira mudaram
Hoje, a maioria dos profissionais acredita que as suas expectativas de carreira mudaram desde que se formaram ou entraram no mercado de trabalho. Mais de metade (58%) disse que as suas expectativas mudaram significativamente, enquanto para 27% mudaram um pouco. Apenas 15% referiu que as suas expectativas se mantiveram as mesmas.
Quando analisados os resultados por geração, os Millennials foram os que mais reportaram mudanças significativas (62%), seguidos pela Geração X (59%) e pelos Baby Boomers (54%). Quase um quarto dos Boomers (23%) afirmou que as suas expectativas de carreira se mantinham as mesmas, mais do dobro da taxa dos Millennials (11%).
Percentagem de cada geração que afirmou que as suas expectativas de carreira mudaram ao entrar no mercado de trabalho — e em que medida:
- As expectativas de carreira mudaram significativamente: Millennials (62%); Geração X (59%); Baby Boomers (54%)
- As expectativas de carreira mudaram um pouco: Millennials (27%); Geração X (28%); Baby Boomers (23%)
- As expectativas de carreira mantiveram-se as mesmas: Millennials (11%); Geração X (13%); Baby Boomers (23%)
O inquérito também perguntou se os trabalhadores sentiam que a sua faculdade ou programa de formação os tinha preparado adequadamente para o mercado de trabalho. Pouco mais de metade (55%) afirma que foi preparado para o mercado de trabalho pela sua faculdade ou programa de formação e 45% diz que não.
Analisando detalhadamente:
- 19% sentiu-se completamente preparado
- 36% sentiu-se pelo menos um pouco preparado
- 30% não se sentiu preparado
- 15% disse que não se sentiu nada preparado