Como ser eficaz na guerra pelo talento?

Um estudo da Sage destaca a melhoria da formação dos trabalhadores e novas práticas de recrutamento como factores-chave para as organizações conseguirem ser bem sucedidas na «guerra pelo talento». Conheça as restantes conclusões. 

 

De acordo com o estudo, «no actual mundo globalizado, o talento escasseia e o sector da Produção por Processos não é excepção, especialmente quando é tida em consideração a especialização que o sector exige».

Dados da Deloitte, citados pela Sage, mostram que, para satisfazer a procura nos Estados Unidos da América, ao longo dos próximos 10 anos, seria necessário gerar 4,6 milhões de postos de trabalho só relacionados com a indústria, dos quais 2,4 milhões poderiam ficar por ocupar.

Quanto à substituição de humanos por máquinas, a Sage não teme. «A realidade será bem diferente com a criação de ainda mais postos de trabalho», diz, confiante de que «passaremos de dar resposta às máquinas ou de realizar tarefas repetitivas para uma gestão das máquinas inteligentes, interpretação de dados e identificação de oportunidades estratégicas que as novas tecnologias oferecem».  No entanto, faz notar que «são as competências avançadas aquelas que escasseiam nas empresas do sector».

Dois em cada cinco inquiridos referem mesmo que «a criatividade é mais importante que a técnica», sublinhando «a relevância da visão e das capacidades de resolução de problemas para desenvolver novos produtos e entrar em novos mercados».

A incerteza em torno das leis da imigração aumenta ainda mais as dificuldades em encontrar talento. No Reino Unido, 27% dos inquiridos dá conta de que o seu negócio seria «altamente impactado», enquanto que nos Estados Unidos esta percentagem aumenta para 30%. No geral, entre 79% a 83% das empresas consideram que seriam sempre afectadas por estas legislações.

Para Hazel Copeland, CFO da Woldmarsh, as empresas devem ser capazes de aproveitar as forças das pessoas e das máquinas, alterar a sua estrutura organizacional e os seus processos. «Apesar da importância que temos conferido aos robots, à inteligência artificial e à automação, as pessoas são peças fundamentais para a indústria e continuarão a sê-lo. O importante é que os fabricantes avaliem os processos e identifiquem quais as tarefas de menor qualificação, manuais ou repetitivas que podem ser levadas a cabo por tecnologias e quais devem ser asseguradas por pessoas», reforça.

Por outro lado, o estudo aponta diferenças significativas na forma como o equilíbrio entre capacidades técnicas e criativas é compreendido nos três mercados em análise. Se no Reino Unido apenas 28% dos fabricantes acreditam que a criatividade é mais importante para satisfazer necessidades futuras, nos Estados Unidos e no Canadá este valor aumenta para os 39% e 42%, respectivamente.

 

Como atrair e reter talento?

A Sage acrescenta que, «contar com cada vez menos talento internacional exige uma mudança fundamental nas estratégias de recrutamento do sector da Produção por Processos». Por isso, recomenda que se procure talento no mercado interno e se invista na formação dos colaboradores.

Citando dados de uma análise da ManpowerGroup, a Sage faz notar que um terço das empresas já recrutam pessoas que não estão vinculadas a nenhum grupo de recrutamento e que 36% está a ajustar os seus requisitos de formação ou experiência. «As empresas têm de analisar o que podem proporcionar aos seus colaboradores para que tenham uma carreira profissional que os satisfaça e quais são os melhores benefícios laborais. Ainda que o salário continue a ser um factor essencial, outras iniciativas como o trabalho flexível também são chave para encontrar e reter talento», faz notar.

Este estudo da Sage teve por base as respostas de 900 decisores de topo do sector da Produção por Processos nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

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