Costuma “saltar” o almoço no trabalho? Não devia, prejudica bem mais do que o seu estômago

Os intervalos para almoço podem parecer uma pequena parte do dia de trabalho, mas saltar essa refeição traz grandes consequências para a produtividade, moral e até para a saúde mental, revela o Allwork Space.

 

De acordo com um novo estudo da ezCater, 94% dos colaboradores afirmam que fazer uma pausa para almoço melhora o seu desempenho. Apesar disso, mais de metade (51%) admite saltar o almoço pelo menos uma vez por semana, e um terço (33%) fá-lo duas vezes por semana ou mais.

Porque é que os trabalhadores estão a perder algo tão essencial? Não é por falta de apetite.

O relatório mostra que 82% dos colaboradores aguardam ansiosamente pela pausa para almoço, um aumento de 12% em relação ao ano passado. O problema parece estar na pressão do trabalho, nos limites precários e na crescente cultura de produtividade “de performance” — especialmente entre os colaboradores mais jovens.

Os trabalhadores da Geração Z, frequentemente elogiados por defenderem o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, enfrentam dificuldades quando se trata de fazer uma pausa. São a geração com maior probabilidade de dizer que o almoço é a sua parte favorita do dia de trabalho, mas são 110% mais propensos do que os colegas mais velhos a preocuparem-se com a fala de aprovação do chefe por essa pausa. Este conflito interno cria uma cultura em que os profissionais continuam a trabalhar mesmo com fome, e isso está a afectar mais do que apenas os seus estômagos.

84% dos trabalhadores afirmam já ter sentido irritabilidade provocada pela fome no trabalho. Mais de metade refere sentir-se menos focado, mais frustrado e menos produtivo como resultado. E mesmo quando os colaboradores tentam priorizar o almoço, este transforma-se frequentemente num “almoço de trabalho”. A pesquisa descobriu que 63% almoça durante as reuniões e quase um terço faz isso todas as semanas.

Dos que definem lembretes no calendário ou reservam um horário para comer, menos de metade (42%) utiliza realmente esse tempo para o fazer.

Não é apenas a dinâmica do local de trabalho que está a alterar o horário de almoço — as pressões económicas também estão a ter um papel relevante. 74% dos trabalhadores afirmam que a inflação mudou como e onde almoçam. Desde trazer comida de casa até saltar completamente as refeições, os colaboradores estão a ajustar os seus hábitos para se manterem dentro do orçamento.

O que fica claro a partir dos dados é o facto de o almoço ser um reset. Os intervalos regulares para as refeições contribuem para reduzir o burnout, melhorar o humor e aumentar a satisfação no trabalho. De facto, 56% da Geração Z e da Millennials afirmam que os intervalos para almoço impactam directamente a sua felicidade no trabalho.

À medida que as empresas continuam a navegar por horários híbridos, ambientes de trabalho flexíveis e expectativas dos colaboradores em constante evolução, criar espaço (e tempo) para intervalos significativos pode ser uma forma simples, mas poderosa, de melhorar o bem-estar no local de trabalho.

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