E o propósito, foi algum dos desejos das 12 passas?

Chega aquela altura do ano em que se fazem balanços, em que se avalia, se promete, se respira fundo e se diz com renovada esperança: “para o ano é que vai ser”.

 

Por Bárbara Barcia, partner Purpose Lab

 

Nas empresas, os balanços de fim de ano ganham outros nomes: plano anual, budget, metas, crescimento, EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization)… E, muitas vezes, nessa pressa em fechar o ano, esquecemo-nos de voltar à questão fundamental: ainda sabemos porque fazemos o que fazemos? O propósito está vivo?

De acordo com o estudo do Purpose Lab, apenas 23% das empresas dizem ver o seu propósito reflectido nas práticas do quotidiano. E só 31% dos líderes o usam como critério real de decisão. Ou seja: a maioria das organizações entra no novo ano com um propósito… mas sem o viver ou sem o sentir. E se, no final deste ano, uma das 12 passas fosse coerência?

Sabemos que a linguagem do propósito tem peso. Por isso mesmo, o propósito não deve ser tratado como um enunciado inspirador, mas como um sistema vivo, com impacto real na forma como se lidera, se decide, se comunica, se mede e se ajusta. E, no final do dia, como tudo pode ter sentido.

Porque propósito não é um desejo de fim de ano. É um compromisso contínuo. Que atravessa metas, budgets, recrutamentos, reuniões, e como se reage nas horas fáceis e nas difíceis.

Que este ano, não uma, mas todas as 12 passas façam sentido, tenham propósito. Porque o propósito precisa sempre de ser vivido. Não num canto da empresa, mas por todos os cantos.

O Purpose Lab dedica-se à medição e avaliação do propósito organizacional, porque, como dizia Drucker “o que não se mede, não se gere.” E o propósito organizacional, esse, merece ser gerido.

 

Este artigo foi publicado na edição de Dezembro (nº.180) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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