Em todo o mundo, é nestes países que o salário rende mais

Recorrendo a dados da Organização Internacional do Trabalho, a Visual Capitalist classifica os países pela média de rendimentos mensais ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

Human Resources
11 de Maio 2026 | 10:10

Em vez de comparar os salários que chegam às contas bancárias no final do mês, o ranking mede o quanto os trabalhadores conseguem realmente comprar em bens e serviços, tendo em conta os preços locais.

Os resultados mostram que salários nominais elevados nem sempre se traduzem em maior poder de compra. Em alguns países, o elevado custo da habitação e do consumo reduz significativamente o poder de compra, enquanto outros combinam salários relativamente elevados com um custo de vida mais baixo.

O Luxemburgo ocupa o primeiro lugar a nível global, com rendimentos mensais ajustados pelo poder de compra superiores a 9.300 dólares. A Bélgica (8.297 dólares) e os Países Baixos (7.234 dólares) vêm logo a seguir, formando um grupo de economias europeias de rendimentos elevados onde os salários mantêm um forte poder de compra.

Este ranking baseia-se na média dos salários brutos mensais ajustados aos preços locais e ao custo de vida em 2024 e 2025, dependendo dos dados disponíveis em cada país.

Os EUA ocupam a quinta posição global, com rendimentos ajustados pela PPC de aproximadamente 6.300 dólares por mês.

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Uma das maiores surpresas no ranking é a Suíça (4.683 dólares), que, apesar de ter alguns dos salários mais altos do mundo, fica atrás do Canadá e de Espanha após o ajustamento pelos custos locais. A habitação, os serviços e os preços ao consumidor bastante altos reduzem significativamente o poder de compra real. Portugal surge com rendimentos ajustados  pela PPC de 2.077 dólares por mês.

Países com rendimentos ajustados pela PPC semelhantes podem ainda ter dinâmicas subjacentes muito diferentes. Por exemplo, o Canadá e a Suíça apresentam níveis comparáveis, mas por razões opostas: salários e custos moderados no Canadá versus salários muito elevados compensados ​​pelos custos muito elevados na Suíça.

Mesmo após considerar o custo de vida, permanecem grandes disparidades nos níveis de vida entre as economias avançadas. Os trabalhadores dos países com melhor classificação ganham quase três vezes mais por mês do que os que estão próximos da base da lista, incluindo Grécia (3.546 dólares) e França (3.064 dólares). Esta diferença evidencia as persistentes disparidades na produtividade, na composição industrial e na estrutura económica entre os países.

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Na prática, dois trabalhadores com salários semelhantes podem ter níveis de vida muito diferentes, dependendo do local onde vivem. Em última análise, o local onde vive pode ser tão importante como o quanto ganha.

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