
Empresa de consultoria em liderança identifica as duas competências mais críticas para os CEO
92% dos líderes empresariais concordam que devem cultivar um nível de adaptabilidade sem precedentes para liderar em tempos imprevisíveis, com 59% a considerarem a agilidade e a adaptabilidade como as competências mais críticas para construir uma resiliência organizacional e garantir o sucesso a longo prazo.
Estas são algumas das conclusões da edição de 2025 do estudo The CEO Response, realizado pela Egon Zehnder, empresa global de consultoria de liderança. A análise reflecte as percepções e prioridades dos gestores face ao actual contexto económico, geopolítico e tecnológico.
Entre as áreas identificadas como prioritárias, destacam-se a inovação (53%), o investimento em Inteligência Artificial (44%) e o desenvolvimento de talento (42%).
Apesar do pessimismo macroeconómico, 72% dos inquiridos preveem uma estagnação ou declínio da prosperidade global, a grande maioria (97%) acredita que ainda existem oportunidades significativas para gerar impacto positivo no crescimento e bem-estar global, dentro e fora das suas organizações.
No que respeita aos actuais desafios mundiais, os CEOs apontam a instabilidade geopolítica (46%) como o mais crítico, seguida pela incerteza económica (44%), pela disrupção de mercado e pela gestão de talento (38%) e pela adoção e impacto da Inteligência Artificial (37%). Porém, em comparação com 2024, os líderes mostram-se agora mais preparados para enfrentar a complexidade e a disrupção que caracterizam o contexto atual.
Os CEOs afirmam, ainda, que é nas suas equipas executivas (75%) e nos seus pares (43%) que encontram maior apoio para compreender e enfrentar os desafios multifacetados da atualidade, o que reforça a importância da colaboração e da partilha de conhecimento como pilares da liderança moderna.
O The CEO Response evidencia que a adaptabilidade continuará a ser determinante para os líderes empresariais num cenário global em rápida mudança. A inovação, a IA e o desenvolvimento de talento surgem como prioridades claras, reafirmando a necessidade de uma liderança capaz de evoluir de forma contínua e estratégica. Estes resultados reforçam a importância de preparar as organizações para um futuro cada vez mais dinâmico e competitivo.
Apesar de um cenário global de instabilidade e mudança acelerada, o estudo da Egon Zehnder revela que os CEOs estão menos formais, mais confiantes e, acima de tudo, profundamente conscientes da sua posição única numa era marcada por uma agitação geopolítica incessante e uma volatilidade económica constante.
O estudo The CEO Response contou com a participação de 1235 líderes empresariais que atuam em sectores tão diversos como Consumo, Finanças, Saúde, Indústria, Administração Pública e Serviços Profissionais. Estes responsáveis representam organizações de todas as regiões do mundo.