Fidelidade: Projectos em prol da comunidade

O Programa de Responsabilidade Social da Fidelidade inclui, na sua vertente externa, o Prémio Fidelidade Comunidade, cujo objectivo é o apoio à comunidade.

 

O Prémio Fidelidade Comunidade tem como missão promover o fortalecimento do sector social através do investimento nas instituições que actuam na inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade, prevenção em saúde e envelhecimento. Enquadrado na estratégia de sustentabilidade e negócio da seguradora, o Prémio Fidelidade Comunidade designa a forma como a empresa estrutura a sua resposta às problemáticas da sociedade.

Ana Fontoura, responsável pelo Gabinete de Responsabilidade Social da Fidelidade (Fidelidade Comunidade), falou com a Human Resources Portugal sobre esta iniciativa.

 

Quais são os objectivos do Prémio Fidelidade Comunidade?
Com um valor de 750 mil euros e periodicidade bienal, o Prémio Fidelidade Comunidade foi lançado em 2017 e premiou já dezenas de instituições por todo o País, apoiando os seus projectos ou a sua capacitação. Nesse mesmo ano, de forma espontânea, começou também a desenhar-se o conceito de Comunidade Fidelidade, num reforço da nossa ligação às organizações da economia social.

Hoje, a amizade, a entreajuda e a prestação de serviços liga-nos a uma comunidade com mais de 100 entidades sociais – e a mais de 60 projectos vencedores do Prémio Fidelidade Comunidade –, a que acrescem os colaboradores e parceiros de negócio da Fidelidade, formando um universo de milhares de pessoas com valências diferentes, mas com um único propósito: contribuir para uma vida próspera e mais igual.

Com toda a relação que estabelecemos e com as aprendizagens que fizemos, iremos continuar a apoiar o terceiro sector através do Prémio Fidelidade Comunidade, fazendo um acompanhamento permanente junto dos vencedores das suas várias edições, porque a nossa relação com as instituições que apoiamos não termina na altura do financiamento, mas, antes, começa precisamente aí.

 

Que entidades é que se podem candidatar a este prémio e de que forma se podem candidatar?
Ao Prémio Fidelidade Comunidade podem candidatar-se pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos, com excepção das fundações-empresa, isto é, fundações que tenham como instituidor maioritário uma empresa.

As instituições podem candidatar-se com propostas de intervenção que tenham como objectivo o desenvolvimento organizacional (apoio à sustentabilidade da organização), onde se incluem todas as iniciativas ligadas a processos de gestão, designadamente, a formação de colaboradores, a comunicação e marketing, certificações e/ou iniciativas relacionadas com sistemas de gestão ou facturação; modelos de parcerias, modelos de replicabilidade e/ou investimento em negócios sociais; mas também com projectos e iniciativas cujo foco sejam os beneficiários ou potenciais beneficiários das instituições, para os quais não existam respostas locais ou sejam consideradas insuficientes.

 

Quais é que são os critérios para a selecção dos candidatos?

São vários os critérios de selecção, entre os quais podemos referir, por exemplo, a qualidade técnica da candidatura, a solidez da entidade, a experiência da entidade/equipa ou o potencial impacto na comunidade que avalia se a solução apresentada permite alcançar mudanças sociais significativas para a entidade, beneficiários e comunidade envolvente, não esquecendo a sustentabilidade da iniciativa, que avalia a implementação da iniciativa apresentada e a sua continuidade uma vez esgotado o apoio financeiro do Prémio.

Ou seja, para além da qualidade da candidatura, a selecção dos vencedores tem como base a pertinência do projecto que apresentam, e que deverá ter como foco a sustentabilidade e a capacitação das organizações sociais, bem como o impacto que conseguem alcançar nas comunidades em que se inserem. Na verdade, mais do que dar a “cana”, queremos “ensinar a pescar”.

 

Que tipos de projectos a Fidelidade pretende premiar com esta iniciativa?
As instituições deverão desenvolver a sua acção nas áreas da Inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade; Prevenção em saúde; e, Envelhecimento, áreas que integram a essência dos impactos da actividade seguradora: a protecção das pessoas, do património e da actividade económica, no presente e no futuro. Por conseguinte, os projectos candidatos têm que se integrar nestes três eixos de actuação.

 

Quais os factores essenciais que um projecto tem de ter para sair vencedor?
Não existe uma receita nem geral nem particular, porque cada projecto apresentado é analisado em si mesmo. Mas cada vez mais, e nomeadamente a partir da 4.ª edição do Prémio Fidelidade Comunidade, que teve lugar neste ano de 2021, os projectos candidatos devem ter como foco a capacitação e a sustentabilidade das organizações sociais que os apresentam.

 

Que balanço faz das edições já realizadas, desde 2017, e qual o impacto social na comunidade?
O contributo do Grupo Fidelidade para a construção de uma sociedade sustentável inclui uma política de envolvimento com a comunidade, que assenta na cumplicidade e na partilha, e de que o Prémio Fidelidade Comunidade é um dos pilares.

Na comunidade, a proximidade que vivemos com as organizações da economia social também se aprofunda, fruto de relações assentes na admiração, partilha e cooperação.

Por isso, o balanço não poderia ser mais positivo. Sentimo-nos privilegiados por podermos, através do Prémio Fidelidade Comunidade, estreitar laços e apoiar organizações sociais, deste modo aumentando e fortalecendo esta grande rede colectiva em prol de uma sociedade mais equilibrada e próspera. Para além do financiamento que o Prémio encerra, apoiamos as organizações sociais de muitas outras formas, que vão desde a oferta de horas de voluntariado dos nossos colaboradores, até à doação de material informático, material e equipamento hospitalar, etc., bem como à doação de bens salvados resultantes da regularização de sinistros relacionados com a nossa actividade, que ganham assim uma nova vida e fazem uma diferença enorme na vida de quem mais precisa. Com este Prémio já conseguimos chegar a mais de 40 mil pessoas.

 

Como é que caracteriza a importância deste tipo de iniciativas de empresas junto da comunidade?
Em Portugal, são mais de seis mil as organizações do terceiro sector, na sua maioria dependentes de fundos e financiamento privado para prosseguir a sua actividade. A sua capacitação torna-se fundamental para a concretização do seu propósito social e sobrevivência. Por isso, as empresas e a sociedade civil têm aqui um papel fundamental.

 

Qual a contribuição destes projectos de índole social para a reputação da Fidelidade?
A Fidelidade não pretende ser apenas uma empresa tecnologicamente avançada e lucrativa, mas também uma empresa na qual os seus trabalhadores se sintam bem e uma empresa que contribui para a comunidade. Uma empresa completa que olha para dentro e para fora.

Acreditamos que o caminho que decidimos percorrer é visível aos nossos clientes e cada vez mais os ESG vão estar incluídos nos nossos produtos, serviços e investimentos. Começamos este caminho em 2007 e tentamos fazer sempre melhor. A nossa grande ambição é que sejamos reconhecidos como uma empresa de boas práticas, que para além do negócio quer ter um papel importante na sociedade e contribuir para os ODS identificados.

 

Que outras iniciativas da Fidelidade poderia destacar no âmbito da responsabilidade social?
O Programa de Responsabilidade Social da Fidelidade desenvolve-se em duas vertentes: uma interna, centrada no bem-estar e qualidade de vida dos colaboradores, e outra externa, cujo foco é o apoio à comunidade e de que o Prémio Fidelidade Comunidade é o projecto core.

Também a promoção e o apoio à cultura, fazem parte da responsabilidade social do Grupo Fidelidade que actua nesta vertente através da Galeria Fidelidade Arte, que aposta de uma forma convicta e determinada na divulgação da Arte Contemporânea de uma forma gratuita.

Como iniciativa externa de responsabilidade social destacamos ainda o B2Run, a grande corrida das empresas, que em 2021 foi, de novo, virtual, global e solidária. A Fidelidade tem sido vencedora em várias vertentes e é a única empresa que tem promovido a participação de centenas de colaboradores espalhados por Portugal, Espanha, França, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Macau, Bolívia, Paraguai e China, num abraço solidário que atravessa vários continentes!

Com esta participação, a Fidelidade, nos vários países, apoiou várias causas locais, numa base em que o número de quilómetros percorridos corresponde a euros doados.

Do ponto de vista interno destacamos o Programa NOS – Apoio Social. Centrado nas pessoas e para as pessoas da Fidelidade, é um projecto de apoio estritamente confidencial, que tem como missão a assistência personalizada aos colaboradores em situação de manifesta necessidade ou carência como, por exemplo, sobre-endividamento, problemas familiares, doenças graves, apoio psicológico, entre outros.

 

Qual a abordagem da Fidelidade ao tema da sustentabilidade?
A abordagem ao desenvolvimento sustentável da Fidelidade ao longo dos anos tem vindo a ser profundamente alicerçada nos valores e postura de humanização e preocupação pelas pessoas. O compromisso wecare é hoje transversal à empresa e faz parte da cultura e das equipas.

Para a Fidelidade, a mobilização da organização é um pilar estratégico para o crescimento económico sustentado, pelo que tem havido uma forte aposta no desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores, com vista a preparar as equipas para o trabalho no futuro, a par com a promoção do equilíbrio trabalho e vida familiar.

Deste novo ecossistema destaca-se a reflexão para o desenvolvimento de uma política de integração de pessoas com deficiência, a aposta no rejuvenescimento das equipas e a criação de uma cultura de feedback. Por outro lado, a consolidação do modelo integrado de gestão de pessoas (Fyouture) tem ajudado ao desenvolvimento dos colaboradores, à clarificação de objectivos e responsabilidades.

Em 2007, como já referi, o Grupo Fidelidade desenvolveu uma política de envolvimento com a comunidade focada em áreas relacionadas com as preocupações de negócio – prevenção e promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas –, assumindo como prioridade absoluta praticar um negócio responsável através do melhor serviço a clientes e lesados, parceiros e fornecedores. E foi criado o nosso Programa de Responsabilidade Social – Fidelidade Comunidade.

 

Qual considera que deverá ser o papel das empresas na preservação do planeta no momento crítico que atravessamos?
As alterações climáticas são um dos maiores fenómenos de grandes repercussões negativas na sociedade e no mundo, senão o maior. A par da gestão global urgente, exigida a todos os governos a nível planetário, cada sector empresarial deve implementar estratégias e soluções para prevenir e mitigar os impactos resultantes do aumento dos fenómenos climáticos e da sua severidade. Os seguros estão na linha da frente destes impactos, pelas perdas e prejuízos que se geram para os seus clientes.

O nosso contributo para o desenvolvimento de modelos capazes de antecipar a severidade dos danos, por um lado, e gerir o apoio e a proximidade dos clientes, por outro, é uma área de trabalho incontornável e urgente do nosso negócio.

A Fidelidade aderiu ao «Compromisso Lisboa Capital Verde Europeia 2020 – Acção Climática 2030», lançado pela Câmara Municipal de Lisboa no ano em que esta foi Lisboa Capital Verde Europeia 2020 – Acção Climática Lisboa 2030. Neste compromisso assumimos desenvolver medidas de acção climática nas áreas da energia, mobilidade, água, qualidade do ar e do ruído, economia circular, cidadania e participação.

Subscrevemos também a Carta de Princípios das Empresas pela Sustentabilidade, promovida pelo BCSD, que inclui princípios de responsabilidade ambiental, identificação, monitorização e mitigação dos riscos ambientais e metas de redução de consumo orientadoras das práticas que a Fidelidade tem vindo a adoptar internamente.

As alterações climáticas e a urgência de mitigar os seus efeitos marcam a nossa estratégia de análise e desenvolvimento de investimentos responsáveis. Na nossa gestão ambiental interna e na gestão dos processos com os nossos parceiros e clientes temos vindo a consolidar boas práticas de desmaterialização e poupança de recursos. E teremos mais novidades em 2022.

 

Esta entrevista faz parte do Especial “Responsabilidade Social” na edição de Dezembro (n.º 132) da Human Resources nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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