
Gi Group Holding inicia um novo capítulo em Portugal com debate sobre o futuro do trabalho
A Gi Group Holding inaugurou a nova sede em Lisboa com uma reflexão sobre o futuro e as grandes tendências do mundo do trabalho.
Os novos escritórios, localizados no Oriente Green Campus, distinguido com as certificações internacionais LEED Platinum e WELL Platinum, incluem 19.000 m² de áreas exteriores, rooftop com vista para o Tejo, ginásio, restaurante e zonas de trabalho flexíveis. A aposta na sustentabilidade materializa-se em menor pegada ambiental e melhores condições para que as pessoas possam crescer, colaborar e inovar.
«Um edifício sustentável não é apenas mais eficiente em termos ambientais; é também um factor determinante para melhorar a experiência de quem nele trabalha. Ambientes saudáveis, luminosos e flexíveis têm impacto directo na motivação, na colaboração e na capacidade criativa das equipas. E escolhas conscientes como esta reflectem-se também na forma como as pessoas olham para as empresas onde querem trabalhar. Queremos ser, também por isso, uma escolha de referência», afirma Thomas Marra, Country General manager da Gi Group Holding Portugal.
No evento de inauguração, após as boas-vindas de Cristina Simão, directora de Recursos Humanos, Rui Rocheta, Chief Regional Officer, moderou uma conversa com Adriana Afonso, gestora de Projecto Emprego da Associação Salvador; Helena Faria, head of Career Services do ISEG; e Catarina Tendeiro, People & Organization Senior director da Hovione.
Adriana Afonso começou por destacar o tema da inclusão como uma das grandes tendências, realçando os desafios advindos dos diferentes modelos de trabalho praticados actualmente nas empresas. «Diversidade e inclusão têm de estar lado a lado. As empresas não podem ter um espaço fantástico se não houver pessoas diversas.» E sublinha que o caminho é «ir além da responsabilidade legal e moral, há que ver o tema como um meio para mais talento», por isso acredita ser fulcral apostar na «formação das equipas e lideranças», e «promover comunicação e comportamentos inclusivos».
Helena Faria referiu como grandes desafios a escassez de talento e desemprego jovem, bem como o desalinhamento entre as necessidades das empresas e o mercado de trabalho. Dando como exemplo a taxa de empregabilidade de 97% do ISEG, salientou que o papel da academia é «dar as bases, ensinar a struturar o pensamento», para depois os jovens «entrarem no mercado de trabalho e abordarem o específico de cada empresa».
«As faculdades não são escolas de formação profissional, são escolas de formação académica», reiterou a head of Career Services. Cabe depois às empresas «transmitir informação específica aos jovens».
Ainda que o ensino académico tenha vindo a apostar em aulas práticas, webinares, entre outras medidas, o foco tem incidido nas soft skills, cada vez mais desenvolvidas através de actividades extra-curriculares, por exemplo.
Para trabalhar precisamente essas soft skills, Catarina Tendeiro referiu o programa paralelo de liderança da Hovione de um ano para todos os graduates. Para a directora de Pessoas, não se deve somente olhar para a idade ou geração, mas também para o momento da vida em que cada um está.
O mundo do trabalho mudou e, hoje, a flexibilidade é tão valorizada, porque «os escritórios funcionam mais como pontos de conexão, colaborativos e criativos». Na Hovione registaram «um aumento de idas ao escritório e uma preocupação com momentos em conjunto», mas sem nunca comprometer o equilíbrio vida pessoal e profissional.
E recordou que «o início de carreira de muitos jovens aconteceu em plena pandemia e foram momentos stressantes pois não houve qualquer acompanhamento ou integração nas empresas».
No final da convrsa e em jeito de conclusão, foram resumidas quatro grandes áreas estratégicas:
• Diversidade e inclusão: mais do que políticas formais, é um compromisso diário que valoriza a riqueza das equipas e potencia a inovação.
• Flexibilidade e modelos híbridos: os escritórios deixaram de ser apenas locais de produtividade, tornando-se espaços de criatividade e colaboração.
• Desenvolvimento de competências: soft skills, aprendizagem contínua e ligação entre academia e empresas são essenciais para preparar os profissionais do futuro.
• Cuidado com as pessoas ao longo da carreira: acompanhar a integração, oferecer benefícios e criar condições de equilíbrio entre vida profissional e pessoal são factores-chave para reter talento.
Seguidamente, Thomas Marra, Country manager da Gi Group Portugal destacou que o novo espaço não é apenas um edifício de escritórios. «É a concretização da forma como acreditamos que o mundo do trabalho deve evoluir, isto é, um futuro mais inclusivo, colaborativo e sustentável, onde a flexibilidade, o bem-estar e o desenvolvimento contínuo das pessoas estão no centro de tudo.»
O evento contou ainda com a presença de Claudio Miscia, embaixador da República Italiana em Portugal, celebrando a identidade e a ligação às origens italianas.