Investigação portuguesa criou uma nova forma de diagnóstico de cancro. E basta um sopro

Uma investigação da Fundação Champalimaud desenvolveu um método não invasivo e “tão simples como respirar” para diagnosticar cancro em fases iniciais, e por isso com maior probabilidade de sucesso nos tratamentos, avançou o Expresso.

Por enquanto, conseguem distinguir entre o cancro do pulmão, pâncreas e ovários, sendo estes três dos mais agressivos e mortíferos por terem um diagnóstico difícil.

A publicação revela que o som quase faz lembrar o de um aspirador, devido à circulação de ar, mas provêm de uma pequena máquina hospitalar. O paciente respira para uma máscara semelhante às de oxigénio, que está ligada a este aparelho. Durante três minutos, as partículas que expele na respiração são recolhidas e vão servir para avaliar a evolução do cancro do pulmão após a cirurgia.

A máscara recolhe o perfil respiratório do paciente e utiliza inteligência artificial para comparar os dados com padrões de pessoas saudáveis e com doença. Foca-se na triagem e detecção precoce, não substituindo exames de diagnóstico tradicionais como a tomografia.

Este método dos ensaios que a Fundação Champalimaud está a desenvolver no âmbito de uma investigação para rastrear o cancro através da respiração e também a evolução do cancro do pulmão após a após a cirurgia.