Jaba Recordati: Constante aprendizagem

A constante actualização e adaptação de conhecimentos são uma responsabilidade quer da companhia quer do próprio colaborador.

 

 

Num mercado extremamente competitivo e em constante mudança como o farmacêutico, a formação e a aprendizagem têm que ser contínuas, flexíveis e com uma responsabilidade partilhada, defende em entrevista Ana Porfírio, directora de Recursos Humanos da Jaba Recordati.

 

Qual a importância da formação dos colaboradores para a Jaba?

Damos muita importância à formação de quem trabalha na Jaba pois é essencial para enfrentar e marcar posição num mercado extremamente competitivo e em constante mudança como o farmacêutico. Esta constante actualização e adaptação de conhecimentos, imperativos de forma a nos mantermos relevantes, são uma responsabilidade quer da companhia quer do próprio colaborador.

Que soluções de formação a Jaba apresenta aos seus formadores? É ministrada pela própria Jaba ou por entidades externas?

De forma a agregar a formação e o desenvolvimento profissional dos colaboradores a Jaba criou a Academia Recordati que incluí, programas de acolhimento aos novos colaboradores, programas formativos de ciclo das equipas comerciais, formação destinada ao management team, formação e desenvolvimento das competências Jaba Recordati e executive MBA. Toda esta formação é assegurada quer por formadores Jaba Recordati, quer através de empresas parceiras reconhecidas pelo mercado nos skills que pretendemos desenvolver.

O plano de formação na Jaba Recordati é delineado pela empresa, pelo colaborador ou por ambos

Na verdade é um mix das duas. A Jaba Recordati tem definido um plano anual de formações de acordo com a área e a função dos profissionais. Adicionalmente reúne informação proveniente do sistema de gestão e avaliação de de- sempenho – 2GROW – e integra outras necessidades identificadas pelo próprio e/ou pela chefia directa.

É importante para a Jaba Recordati que o próprio colaborador proponha o seu plano de formação?

Eu diria que é importante para a Jaba Recordati que os profissionais identifiquem e proponham a sua formação uma vez que para o fazerem tiveram que passar por um processo de auto análise e identificar as necessidades de melhoria ou reforço de alguma skill em que já são muito bons (isto porque entendemos que devemos continuar a investir naquilo em que as nossas pessoas já são muito boas e reconhecidas). Estas propostas são analisadas e aprovadas de acordo com a relevância que têm para a função e/ou para o seu plano de carreira.

Quais as áreas de conhecimento em que identificam maior necessidade de dar formação aos vossos colaboradores?

Depende, na verdade, do plano de negócio para cada ano. Por exemplo, este ano temos feito lançamentos de novos produtos e prevemos entrar numa nova área com o lançamento de um novo pro- duto. Estes são motivos para que o foco da formação seja em matérias mais técnicas e científicas, por um lado, e na preparação e treino das nossas equipas comerciais, por outro.

A formação acaba por ser a solução para que tipo de lacunas?

A formação é a solução. No entanto esta formação assume diversas formas e durações de acordo com os temas e os objectivos a atingir. Dispomos de formação em sala, formação on the job com acompanhamento das nossas equipas no terreno, muitas actividades de role play, formação mais híbrida que compreende formação em sala, formação e-learning, auto-estudo e uma com- ponente prática e dilatada no tempo quando se pretende realmente alterar hábitos e comportamentos. Nestes casos fazemos um diagnóstico antes, durante e depois da intervenção. Quando necessário recorremos também ao coaching. Desenvolvemos também, sempre que consideramos relevante e necessária, formação pós-graduada em parceria com universidades.

Que objectivos pretendem atingir com a vossa aposta em formação?

Pretendemos ter profissionais preparados com um set de ferramentas e competências que lhes permita uma rá- pida resposta adaptativa às constantes alterações de mercado e que sejam reconhecidos por este mesmo mercado pela sua competência técnica em relação aos produtos que comercializamos.

Que resultados concretos podem partilhar no âmbito dessa aposta?

No decorrer das três edições de formação pós-graduada que já disponibilizámos a um conjunto relevante de profississionais da Jaba, foram desenvolvidos projectos de negócio, de produtos e de práticas que foram posteriormente postos em prática com resultados muito positivos.

Quais os principais desafios que enfrentam no que diz respeito a manter os vossos colaboradores actualizados em matéria de formação?

O maior desafio é, sem dúvida, o tempo. É necessário investir tempo para formar, aprender, experimentar, errar, corrigir e alterar hábitos e comportamentos. E nem sempre o negócio, as mudanças e os calendários são favoráveis a esta conciliação e investimento. Procuramos o mais possível apostar no on the job training mas nem sempre é suficiente e possível face às matérias a desenvolver que são identificadas.

Potenciar as soft skills é uma aposta na Jaba? Porquê?

Estamos este ano a apostar no desenvolvimento de competências core do grupo Recordati que nos permitirão reforçar a cultura da organização.

Qual o perfil ideal de um colaborador Jaba?

O perfil ideal será aquele que melhor consegue reflectir o set de competências que traduz a forma de estar e ser do grupo. Queremos trabalhar com pessoas responsáveis, capazes de comunicar de forma efectiva, com foco e orientação para resultados, capaz de trabalhar em equipa, com pró-actividade e com capacidade de liderar, executar e desenvolver outros.

Nos dias que correm, que competências considera crucial desenvolver?

Sem dúvida, as competências soft que são as que nos diferenciam enquanto pessoas e enquanto profissionais. No entanto, existe também uma grande necessidade de preparar os profissionais para esta evolutiva e inevitável forma de trabalhar e fazer negócio cada vez mais digital.

Como avaliam o sucesso da formação dos vossos colaboradores?

Sempre que possível procuramos definir um ROI [return on investment] para a formação de maneira a ser possível avaliar de forma o mais quantitativa possível os resultados da formação, no entanto nem sempre é possível.

De que forma a formação impacta o negócio?

A formação impacta no negócio na medida em que a companhia, tendo os seus profissionais actualizados e desenvolvidos nas matérias que se considerem as mais pertinentes e necessárias face aos objectivos definidos, estarão em condições de apresentar as melhores soluções e resultados com o objectivo de cumprimentos dos resultados de negó- cio a que nos propomos com maior grau de eficiência e eficácia. Obviamente que a formação não é um fim em si mesmo, é um instrumento, um facilitador ou capacitador que permite ao profissional chegar mais rápido onde se pretende e com o menor gasto de energia possível.

Que objectivos, em matéria de formação, pretendem atingir até ao final do ano?

Temos como objectivo entrar numa nova área de negócio pelo que a formação e preparação de todos os intervenientes tem aqui um papel fundamental sendo um dos factores que contribuirá seguramente para o sucesso deste lançamento.

 

Este artigo foi publicado na edição de Junho da Human Resources.

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