Miguel Araújo: Uma empresa com efeito “uau”

Logo à partida, o Super Bock Group tem a vantagem de ter uma marca pela qual as pessoas facilmente “vestem a camisola”. Mas isso não faz descurar a relevância que a Comunicação assume no alinhamento de todos, para concretizar a “ambição global” da empresa.

 

Por Ana Leonor Martins | Fotos Cristina Carvalho

 

Quando Miguel Araújo entrou no Super Bock Group, na altura ainda Unicer, em 1997, a sua reacção foi – “uau”. Passados 22 anos, garante que a empresa continua a ter capacidade de o surpreender, porque tem projectos inovadores e desafiantes, para “dar e vender”, que permitem a todos
os colaboradores progredir, como profissionais e como pessoas. Enquanto director de Comunicação e Relações Institucionais, uma das prioridades que assume é trabalhar e reforçar os valores, recentemente “retocados”, do Super Bock Group, e a incorporação e reconhecimento do que é o ADN da empresa.

 

Entrou no Super Bock Group, na altura ainda Unicer, em 1997. Ainda se lembra o que o fez candidatar-se?
Quando respondi ao anúncio, não estava explícita a empresa. Mas, logo no mês em que entrei, houve uma Convenção de Vendas e a minha reacção foi “uau”, pelo discurso, pelo envolvimento, pelas ferramentas e pelo extremo profissionalismo. E posso dizer que continua a ter a capacidade de me surpreender.

 

É por isso que se mantém na empresa há mais de duas décadas? Já não é muito comum essa “longevidade”…
Sim, porque continuo a poder evoluir. Em 1997, entrei para a área Comercial, de- pois passei para o Marketing, fiz Gestão de Marca, estive na Comunicação e Patrocínios, assumi a direcção Comercial para o mercado africano e agora estou na Comunicação e Relações Institucionais.

 

Quais os principais ensinamentos que identifica em 22 anos de Super Bock Group?
O Super Bock Group tem, como costumo dizer, projectos para “dar e vender”, que são inovadores e desafiantes, e fazem com que nunca se entre num marasmo. Portanto, o que aprendi foi que, se “vestirmos a camisola” da empresa, oportunidades não hão-de faltar. Compete-nos a nós agarrá-las, com fascínio e entrega, e alinhados com a cultura e valores da empresa.

 

Foi assim que encarou as novas responsabilidades, agora na área da Comunicação e Relações Institucionais…
Sim, é mais um desafio, mais um projecto que me permite, mesmo passados 22 anos, continuar a ter novas metas para conquistar e novas aprendizagens. É isso que faz com que estejamos constantemente a progredir, naquilo que é não só a nossa riqueza profissional, mas pessoal também.

 

Quais os principais desafios actualmente, enquanto director de Comunicação?
Tenho três áreas chave, muito impor- tantes: a Comunicação Interna; a Comunicação Externa, para uma maior aproximação da empresa à opinião pública, mas também aos stakeholders; e há outra vertente muito importante, que tem a ver com a nossa atitude enquanto agentes responsáveis no meio em que estamos inseridos, ou seja, a nossa Responsabilidade Social e Sustentabilidade.

 

E o que definiu como sendo acções prioritárias, nomeadamente na Comunicação Interna?
Na Comunicação Interna, o foco é trabalhar e reforçar os nossos valores e a incorporação e reconhecimento do que é o ADN do Super Bock Group, junto dos colaboradores, até porque recentemente mudámos de nome e actualizámos a nossa missão e valores. Esses “retoques” tiveram sobretudo a ver com o reforço da nossa ambição global. O mercado nacional continua a ser o nosso core, mas queremos cimentar a nossa posição como maior exportadora cervejeira portuguesa, que está presente em mais de 50 países. Assim, pretendemos consolidar no mindset dos nossos colaboradores o lema “Paixão Local, Ambição Global”. Ainda no que respeita à Comunicação Interna, queremos comunicar de forma mais inovadora e criativa pois, através do mundo digital, há um sem-número de ferramentas disponíveis. Queremos não só que as nossas pessoas estejam informadas e actualizadas, mas também que essa informação lhes chegue de for- ma criativa e fácil. E estamos a estimular a interactividade, apostando em ferramentas que permitam aos colabora- dores dar feedback, porque a sua opinião é importante, sendo igualmente uma forma de os “responsabilizar” enquanto elementos integrantes da empresa.

 

Tendo um produto de que a maioria das pessoas gosta, e que é uma marca forte, não acaba por ter o seu trabalho um bocadinho facilitado quando se trata de assegurar o orgulho de “vestir a camisola” Super Bock?
A categoria de negócio da cerveja é de facto muito alegre de se trabalhar, porque estamos associados aos momentos de convívio, confraternização e amizade, aos festivais de música, às festas populares ao futebol… mas esse orgulho também é válido quando se fala das águas.

 

Isso ajuda-vos na atracção e retenção de talento? Em qual destas vertentes têm apostado mais?
Temos um programa de integração de jovens talentos, mas que é compatível com a retenção do muito talento que já temos. São programas complementares. No que respeita à atracção de novo talento, temos, agora anualmente, um programa de trainees que consiste num estágio remunerado de 12 meses. A taxa de retenção tem sido na ordem dos 80% e temos tido cerca de 1800 candidaturas. A aposta não tem sido ir às melhores escolas buscar os melhores alunos, é um processo aberto em termos de candidaturas e transversal dentro da empresa, ou seja, todas as direcções são envolvidas, inclusive a própria comissão executiva, e não só a de Recursos Humanos. Depois temos também programas
de retenção e estimulação de talento, quer seja através de formação, mobilidade ou benefícios.

 

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Setembro da Human Resources, nas bancas.

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