Nova SBE Executive Education: Formação com Impacto Real

A Nova SBE Executive Education aposta num modelo de aprendizagem contínua para formar líderes conscientes e preparados para o futuro, promovendo inovação, propósito e impacto positivo.

 

Formar líderes capazes de responder aos desafios do presente e antecipar os do futuro é uma das missões da Nova SBE Executive Education. Com uma abordagem centrada em programas inovadores e orientados para a acção, a escola aposta no desenvolvimento de competências e na promoção de uma liderança com impacto. Em entrevista à Human Resources, Pedro Brito, associate Dean e CEO da Nova SBE Executive Education, explica como a instituição apoia líderes e organizações, através de diversas metodologias e formatos de ensino, para garantir resultados sustentáveis e impulsionar a transformação dos sistemas em que actuam.

A Nova SBE Executive Education defende o conceito de Infinite Learning. Como é que esta filosofia se traduz na prática dos vossos programas de formação executiva?

Para a Nova SBE Executive Education, Infinite Learning é um compromisso com o desenvolvimento contínuo das pessoas, ao longo de toda a sua vida profissional e pessoal. Esta visão materializa-se no nosso modelo de Lifelong Development (LLD), que coloca o foco não apenas no desenvolvimento de competências técnicas ou de liderança profissional, mas também em outras dimensões essenciais da vida de um líder. Infinite Learning significa que cada líder tem sempre um espaço para voltar, reflectir e evoluir – em constante diálogo entre a sua carreira, o seu propósito e o futuro do trabalho.

Qual é o papel estratégico da formação executiva na missão da Nova SBE e como se articula com o objectivo de preparar líderes para os desafios do futuro?

A formação executiva ocupa um papel absolutamente estratégico na missão da Nova SBE, porque é através dela que conseguimos capitalizar a investigação e o conhecimento produzido na escola, colocando-o ao serviço de líderes e organizações que enfrentam desafios cada vez mais complexos. Mais do que preparar gestores eficazes, a nossa ambição é formar lideranças regenerativas: líderes conscientes, capazes de olhar para além do imediato e do individual. Trata-se de desenvolver competências que permitam lidar com paradoxos, gerir a mudança de forma sustentável e criar impacto positivo que perdure. Neste sentido, podemos ter multinacionais do sector energético que exploram como conciliar rentabilidade com objectivos de transição sustentável, workshops de “liderança regenerativa” onde líderes praticam dinâmicas de tomada de decisão em cenários de impacto ambiental e social ou casos reais de empresas portuguesas que estudam como inovar a partir de problemas de economia circular.

A Nova SBE é reconhecida pelo Financial Times como uma das melhores escolas de negócios do mundo. De que forma este reconhecimento internacional reforça a vossa proposta de valor junto das empresas e profissionais?

Estar no ranking do Financial Times dá- -nos legitimidade internacional, reforça a confiança das empresas e abre portas a parcerias globais. Para os profissionais, significa que estão a investir em formação ao nível do que de melhor se faz no mundo, mas com a vantagem de ter uma forte ligação ao contexto português e europeu.

Como integram os valores da escola nos programas de formação, garantindo ligação à cultura organizacional dos vossos parceiros?

Na Nova SBE acreditamos que os nossos valores: rigor, impacto, abertura ao mundo, vanguardismo e conectividade, não são apenas princípios orientadores internos, mas também dimensões que procuramos reflectir em todos os programas de formação executiva. Ao mesmo tempo, co-criamos cada intervenção com os nossos parceiros para que estes valores se articulem com a sua cultura organizacional e não se sobreponham a ela. O objectivo é criar um espaço onde os valores da Nova SBE potenciem os da organização, ajudando-a a reforçar a sua identidade e a projectá-la para o futuro.

Que competências consideram críticas para o futuro do trabalho e como são abordadas nos percursos formativos?

O futuro do trabalho exige competências técnicas e digitais, mas sobretudo um conjunto de meta-competências que permitem aos líderes e profissionais reinventarem-se continuamente. Entre elas destacamos a capacidade de aprender a aprender, o auto-agenciamento, isto é, a capacidade de gerir o próprio desenvolvimento e carreira, e a curiosidade como motor de inovação e adaptabilidade. A estas juntam-se competências críticas como liderança adaptativa, inteligência emocional, pensamento crítico, literacia digital, sustentabilidade e a capacidade de colaboração em redes complexas. Na Nova SBE, estas dimensões são trabalhadas transversalmente em todos os percursos formativos, desde programas focados em tecnologias emergentes como a inteligência artificial, até experiências imersivas como o Horizon Leadership, que desenvolve a liderança numa perspectiva multidimensional.

Que metodologias e formatos privilegiam e como asseguram personalização para diferentes sectores e perfis profissionais?

Na Nova SBE Executive Education acreditamos que a aprendizagem só é transformadora quando é relevante e experiencial. Por isso, privilegiamos metodologias activas e imersivas, que combinam rigor académico com práticas inovadoras e contextos reais. A nossa abordagem integra aulas presenciais com formatos digitais contínuos, mentoring e coaching individual, bem como ferramentas de auto-avaliação que permitem a cada participante identificar os seus pontos fortes e áreas de desenvolvimento. Para além disso, exploramos metodologias mais vanguardistas, nomeadamente os Management Retreats totalmente customizados, que combinam momentos de reflexão estratégica com experiências fora do contexto habitual (como expeditions de liderança, práticas de bem-estar ou desafios de co- -criação), ajustados às necessidades de cada organização. Simuladores de gestão e de tomada de decisão, que permitem recriar ambientes de alta complexidade, colocando os participantes sob pressão para experimentar e aprender em segurança. Learning Journeys híbridos, que cruzam conteúdos digitais interactivos, experiências presenciais intensivas e projectos aplicados no terreno e o Design Thinking e laboratórios de inovação, que estimulam a criatividade e a colaboração transversal.

Qual é a importância das parcerias internacionais e empresariais na criação de experiências formativas mais ricas e alinhadas com a realidade do mercado?

As parcerias são absolutamente estratégicas para a Nova SBE, porque nos permitem ampliar o alcance e a relevância dos nossos programas. Ao colaborar com outras escolas de negócios de referência e com entidades como a Singularity University e a sua rede de especialistas únicos no mundo, conseguimos trazer perspectivas de vanguarda e conteúdos que antecipam as grandes transformações globais. Do mesmo modo, as parcerias com empresas internacionais permitem-nos envolver líderes de diferentes geografias e sectores, promovendo uma aprendizagem que é simultaneamente global e aplicada. A estas dimensões juntamos a nossa própria comunidade: os estudantes de mestrado de mais de 90 nacionalidades, que enriquecem o ambiente académico e geram oportunidades de diálogo intergeracional, e a rede de alumni, que constitui uma plataforma global de networking e desenvolvimento de carreira.

Em que medida os programas de formação executiva contribuem para reforçar culturas organizacionais mais resilientes, inovadoras e motivadoras?

Acreditamos que a transformação cultural só é sustentável quando assenta em quatro dimensões fundamentais – aquilo a que chamamos a “vaca sagrada da cultura”: lideranças, comunicação, preparação das equipas e processos. Nos programas de formação executiva, trabalhamos estas quatro dimensões de forma integrada: desenvolvemos lideranças conscientes e regenerativas, capazes de inspirar e dar o exemplo; promovemos uma comunicação clara e transparente, essencial para gerar confiança; apoiamos a preparação das equipas, criando condições para colaboração e empowerment; e, finalmente, ajudamos a alinhar processos que sustentem os comportamentos desejados no dia-a-dia. Este trabalho conjunto permite reforçar culturas organizacionais que não só resistem à incerteza, como também se tornam mais inovadoras e motivadoras.

Que indicadores e métricas utilizam para avaliar o impacto da formação na performance das organizações e no desenvolvimento de competências dos participantes?

Na Nova SBE Executive Education, medir impacto é tão importante como desenhar o programa. Por isso, recorremos não apenas a métricas de satisfação imediata ou evolução de competências individuais, mas também a indicadores quantitativos de negócio, que nos permitem avaliar o retorno da formação de forma objectiva. Utilizamos métricas como NPS, evolução de KPI definidos pelas organizações, ganhos de produtividade, impacto na retenção de talento e ROI financeiro. Complementamos esta dimensão quantitativa com métodos qualitativos, testemunhos, estudos de caso e análise do impacto cultural e de liderança, que capturam transformações menos visíveis, mas igualmente críticas. Capitalizamos também o nosso ecossistema de investigação para estudar, de forma científica, os efeitos da aprendizagem. Um exemplo é o VOICE Leadership, que hoje envolve mais de 3000 empresas em Portugal e no qual estamos a avaliar, com rigor académico, o impacto da formação e da mentoria na performance financeira e organizacional. Esta ponte entre investigação e prática torna a Nova SBE única na forma como gera evidência concreta sobre o valor da formação executiva.

De que forma integram temas nos programas em alinhamento com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU?

A Nova SBE, a sustentabilidade é um eixo estratégico e os ODS da ONU são integrados de forma transversal em toda a nossa oferta formativa. Mais do que acrescentar módulos temáticos, procuramos alinhar conteúdos, projectos e experiências de aprendizagem com os desafios globais que os ODS representam. Um exemplo é a parceria com o CIFAL (UN Institute for Training and Research), que posiciona a Nova SBE como uma plataforma de referência em Portugal para promover a agenda dos ODS junto de empresas, líderes e comunidades. Através desta parceria, conseguimos ligar a investigação e a educação executiva ao impacto real nos territórios e nas organizações.

Quais são as principais tendências e tecnologias emergentes que estão a moldar a vossa oferta formativa?

O futuro da formação executiva está a ser moldado por várias tendências tecnológicas e sociais que já integramos na nossa oferta. Destacamos a inteligência artificial aplicada à gestão, a digitalização da aprendizagem e a personalização baseada em dados, que permitem criar percursos formativos adaptados ao perfil e às necessidades de cada participante. A estas somam-se a integração de ferramentas de saúde e bem-estar, como wearables, que permitem medir energia, foco e resiliência, ligando directamente a performance à dimensão humana do líder. Mas acreditamos que a tecnologia, por si só, não é suficiente. Por isso, uma das tendências mais relevantes é o desenvolvimento de lideranças regenerativas. Vivemos num contexto em que as empresas e os líderes já não são apenas responsáveis pelo seu próprio sucesso, mas pelo impacto que geram nos sistemas em que actuam. A formação executiva deve, portanto, preparar líderes capazes de restaurar, renovar e transformar as organizações e a sociedade, indo além da lógica de crescimento linear para criar um futuro mais sustentável. É este equilíbrio entre inovação tecnológica e evolução das competências humanas, com destaque para a regeneração da liderança, que orienta os nossos programas.

Olhando para os próximos cinco anos, quais os maiores desafios que antecipam para manter os programas relevantes e como imaginam a evolução do conceito de Infinite Learning?

Os próximos cinco anos trarão desafios sem precedentes para a formação executiva. O primeiro será a rapidez de adaptação às necessidades das pessoas e das empresas, num contexto em que a tecnologia e os modelos de trabalho mudam quase em tempo real. O segundo prende-se com as mudanças geopolíticas, que influenciam directamente as prioridades de investimento, os temas de maior relevância e até a forma como as escolas desenham a sua oferta internacional. Outro desafio é a diferenciação: tornar Portugal num destino natural e competitivo para a formação de executivos a nível global. Isso exigirá não apenas excelência académica e inovação metodológica, mas também a capacidade de criar experiências únicas, ligadas à nossa cultura, ao ecossistema empresarial e à localização estratégica da Nova SBE. Para concretizar esta visão, será essencial um esforço colaborativo entre escolas, Estado e empresas, criando um verdadeiro ecossistema de talento e aprendizagem contínua.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Academias de Formação” que foi publicado na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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