O propósito!

Por Ricardo Florêncio

Já não é novidade nenhuma que existe uma “guerra” instalada pelas pessoas que interessam às organizações. E assim as empresas, e os seus responsáveis, têm como uma das suas principais preocupações atrair e reter essas mesmas pessoas. Começou por ser em surdina e em ambientes mais fechados, mas actualmente já é assumido por todos. Agora, o que interessa perceber são as razões, os porquês, os motivos que podem levar alguém a escolher uma determinada empresa ou organização para trabalhar. O porque fica, o porque sai, o porque deseja mudar. É evidente que as razões financeiras são determinantes e figuram sempre nos lugares de topo, em todos os tipos de estudos que se realizam. Hoje, porém, há muitos outros factores a levar em conta que merecem a nossa atenção e preocupação. A flexibilidade de horários, o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, o ambiente e clima da empresa, a propensão para capacidade empreendedora e o tipo de organização são variáveis, entre muitas outras, que começam a ter muito peso nesta equação. Contudo, assiste-se há algum tempo à introdução de um novo factor que começa a ter importância e que pode mudar algumas das regras de jogo. Talvez mais do que a própria cultura da empresa e os seus valores, é o propósito da organização que começa a ser questionado. Que papel desempenha essa empresa na sociedade? Que objectivos tem, para além dos financeiros? Que mais-valia traz para a sociedade? Qual o seu contributo? Que pegada? Que propósito? É assunto e tema que começa a ser relevante aquando do processo de selecção.

Editorial publicado na revista Human Resources nº 102 de Maio de 2019

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